Justiça determina bloqueio de R$ 4,4 mi do ex-ministro Delfim Netto

Oceane Deschanel
Março 9, 2018

O ex-ministro Delfim Netto é um dos alvos da ação da Polícia Federal sobre desvios na hidrelétrica de Belo Monte. Ele é suspeito de receber parte de vantagens indevidas que seriam direcionadas ao MDB e ao PT. Delfim Netto teria atuado na estruturação do consórcio vencedor da licitação de Belo Monte, o Norte Energia.

O PT e o MDB ficariam com 1% do valor do contrato, de R$ 14,5 bilhões.

O delator da Lava Jato e ex-executivo da Odebrecht Flávio Barra afirmou ter pago R$ 15 milhões ao político. O valor é referente a uma parte da propina total de R$ 15 milhões que teria sido destinada a Delfim nas obras da usina de Belo Monte. Nesta sexta, o Ministério Público Federal (MPF) relatou ter rastreado valores superiores a R$ 4 milhões.

Posteriormente, ainda de acordo com o MPF, mediante acordos de corrupção, a Norte Energia direcionou o contrato de construção da usina a outro consórcio, formado por empresas que deveriam efetuar pagamentos de propina em favor de partidos políticos e seus representantes, no percentual de 1% do valor do contrato e seus aditivos. O empresário Luiz Appolonio Neto, que é sobrinho de Delfim, também foi alvo de mandado de busca e apreensão.

Ainda conforme a defesa, Delfim Netto sempre prestou consultoria na área econômica e sempre recolheu todos os impostos de acordo com a lei.

As apurações relativas ao pagamento de vantagens indevidas ao MDB no contexto de Belo Monte ocorrem em inquérito que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal), sob investigação da PGR (Procuradoria-Geral da República).

The Division 2 confirmado oficialmente
Destravá-la garante recompensas especiais em The Division 2 , quando ele for lançado, mas detalhes não foram mostrados. A Ubisoft anunciou nesta quinta-feira (8) que a sequência de Tom Clancy's The Division já está em desenvolvimento.

Para a procuradora da República Jerusa Burmann Viecili, integrante da força-tarefa da Operação Lava Jato do MPF/PR, em Curitiba, "as provas indicam que o complexo esquema criminoso verificado no âmbito da Petrobras se expandiu pelo país e alcançou também a Eletrobrás, em especial nos negócios relativos à concessão e construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte".

Ouvido pela PF em 2016, Delfim Netto afirmou que que recebeu R$ 240 mil da Odebrecht por uma consultoria.

Os investigadores também realizaram quebras de sigilos bancário, fiscal, telemático e de registros telefônicos, que segundo a procuradoria revelaram a existência de estreitos vínculos entre os investigados e confirmaram as informações dos colaboradores.

Já a defesa de Luiz Appolonio Neto, representada pelo advogado Fernando Araneo, sócio do Leite, Tosto e Barros Advogados, refuta "veementemente" as acusações e esclarece que a vida profissional do cliente "sempre foi pautada pela legalidade".

O MDB também se manifestou: "O MDB não recebeu proprina nem recursos desviados no Consórcio Norte Energia". Para os investigados sem foro, a apuração dos fatos correm na 13ª Vara, como no caso de Delfim Netto. Assim, como em outras investigações, o MDB acredita que a verdade aparecerá no final. "Na medida em que se aproximam as eleições, eles tentam criminalizar o partido, usando a palavra de delatores que buscam benefícios penais e financeiros", diz nota da assessoria de imprensa da legenda. As demais empresas tinham o poder dos demais 50%.

Outros relatórios LazerEsportes

Discuta este artigo

SIGA O NOSSO JORNAL