Justiça de Brasília manda soltar Joesley Batista

Judith Bessette
Março 10, 2018

Entre os critérios a serem cumpridos obrigatoriamente por Joesley e Ricardo Saud - ex-executivo da JBS, também solto na decisão - está o de entregar o passaporte.

"Verifico que sua prisão temporária [de Joesley] foi decretada em 8 de setembro de 2017 e convertida em prisão preventiva em 14 de setembro de 2014, estando o requerido encarcerado preventivamente há exatos seis meses, prazo muito superior aos 120 dias previstos para a conclusão de toda a instrução criminal e flagrantemente aviltante ao princípio da razoável duração do processo", argumentou.

O advogado de Joesley, André Callegari, disse que, após deixar a prisão, o empresário deve permanecer em São Paulo, onde vai continuar colaborando com a Justiça.

Inicialmente, o ministro determinou que a denúncia contra Joesley fosse para a o juiz federal Sergio Moro, de Curitiba.

Em sua decisão, o magistrado determina que tanto Joesley quanto Saud deverão entregar seus passaportes à Justiça, além de ter que comparecer a todos os atos do processo e manter seu endereço residencial atualizado.

Neymar teria pedido para voltar ao Barcelona, diz jornal catalão
Segundo o jornal, o empresário do brasileiro se reuniu "há algumas semanas" com dois advogados e representantes do Real Madrid . De acordo com publicação desta sexta-feira do jornal espanhol " Mundo Deportivo ", Neymar deseja retornar ao Barcelona em 2019.

Para o juiz, não restarem demonstrados atualmente os requisitos para a prisão cautelar. Ele explicou que as próprias garantias do acordo de delação reduzem as possibilidades de infração, pelos investigados, "à ordem pública e econômica". "A investigação criminal, diante da colaboração do requerido e das diligências já realizadas de busca e apreensão de provas e documentos em seus endereços não sofre quaisquer inconvenientes, mesmo porque as investigações encontram-se em fase de análise ministerial, sem outras medidas em curso", escreveu.

Ele também é acusado de envolvimento no chamado "quadrilhão do PMDB".

"A suposta prática criminosa foi interrompida com as medidas já adotadas pelo dominus litis, nos acordos de colaboração e leniência do grupo empresarial que administra".

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Fachin encaminhou o processo à 12ª Vara Federal, que decidiu então conceder a liberdade ao empresário. O empresário tinha contra si dois mandados de prisão. Wesley tinha contra si um mandado de prisão no âmbito da investigação de insider trading.

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