Acredito que Coreia do Norte não testa mísseis, diz Trump

Patrice Gainsbourg
Março 11, 2018

Sanders confirmou assim a informação do assessor de Segurança Nacional da Coreia do Sul, Chung Eui-yong, de que o presidente se reuniria com Kim Jong Un até o mês de maio para alcançar uma desnuclearização permanente da Península coreana. Eu falei com ele bem cedo nesta manhã sobre essa decisão e nós tivemos uma conversa muito boa - disse o secretário de Estado, Rex Tillerson, a repórteres durante visita ao Djibouti, acrescentando que serão necessárias "algumas semanas" para organizar o encontro. "O presidente Xi me disse que aprova que os Estados Unidos estejam trabalhando para resolver o problema diplomaticamente, em vez de seguir a alternativa sinistra", afirmou Trump.

No início da semana, uma delegação da Coreia do Sul também participou de reuniões sem precedentes com Kim, em Pyongyang, capital norte-coreana.

No entanto, a Casa Branca acabou enviando sinais contraditórios.

"A Coreia do Norte não testou nenhum míssil desde 28 de novembro de 2017 e prometeu não voltar a fazê-lo antes da nossa reunião".

A confusa declaração provocou momentos de dúvida na Casa Branca, onde funcionários se encarregaram de assegurar à imprensa que não houve uma mudança na postura do presidente. Tampouco haveria testes de mísseis na Coreia do Norte nesse período, destacou o presidente. A reunião foi anunciada pela Coreia do Sul nesta quinta-feira (8), e deve ocorrer até o fim de maio.

Enquanto isso, a União Europeia (UE) considerou "que a disposição" de Trump em aceitar o convite de Kim é "um acontecimento positivo", enquanto a chanceler alemã, Angela Merkel, avaliou que oferece "uma luz de esperança".

Protesto: MST invade parque gráfico de O Globo
Ainda de acordo com o jornal, os manifestantes fizeram pichações de mensagens políticas em vidraças, sofás, paredes e no piso. O MST protestou contra o veículo, ateou fogo em pneus e no totem que fica em frente ao prédio, na Baixada Fluminense.

Esta posição é compartilhada por um dos principais aliados asiáticos de Washington, o governo do Japão, que também defendeu que se mantenha a política de pressão sobre Pyongyang.

Esta deslocação de Ri Yong tem em si própria uma importância particular, uma vez que é a embaixada da Suécia em Pyongyang que representa os interesses norte-americanos na Coreia do Norte, face à ausência de relações diplomáticas e de uma representação dos Estados Unidos no país.

Segundo Chung, Kim assegurou-lhe que está disposto a sentar-se à mesma mesa com Donald Trump, que está "comprometido com a desnuclearização", que vai manter todos os testes nucleares e de mísseis suspensos e que entende que os exercícios militares conjuntos entre os EUA e a Coreia do Sul na região "devem continuar".

Trump prontamente concordou em seu reunir com Kim Jong-un depois que Chung entregou-lhe um convite pessoal em Washington, de acordo com Kim Eui-kyeom.

Segundo o norte-americano, o encontro poderá acontecer no próximo mês de maio. E, muito francamente, foi um pouco surpreendente para nós que se tenha mostrado tão aberto - indicou Tillerson.

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