Farmácias vão ter testes do VIH e da Hepatite B e C

Oceane Deschanel
Março 12, 2018

Invocando "a defesa do interesse público" e lembrando que a taxa de diagnóstico tardio de VIH/sida em Portugal é "das mais elevadas" da União Europeia, o Ministério da Saúde autoriza, por despacho publicado nesta segunda-feira em Diário da República, a utilização de dispositivos destinados a estes testes rápidos nas farmácias e também em laboratórios de patologia e de análises clínicas.

As farmácias comunitárias e os laboratórios de patologia e de análises clínicas vão começar a vender testes rápidos ("point of care") de rastreio de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH) e hepatites B e C, sem necessidade de prescrição médica. A adesão dos estabelecimentos, por enquanto, é voluntária.

Também não está ainda estipulado qual vai ser preço deste tipo de testes, que, recorde-se, já está disponível há muitos anos nos hospitais, centros de saúde e Centros de Aconselhamento de Deteção Precoce da infeção VIH/Sida (CAD). "Esta medida vai permitir identificar de forma mais precoce casos de infecção e acabará por contribuir para reduzir o estigma social", disse a diretora dos programas nacionais para a infeção VIH/sida e hepatites virais da Direção-Geral da Saúde (DGS), a médica Isabel Aldir, em declarações ao matutino. Os resultados positivos têm sempre de ser confirmados. "Estes testes serão efetuados em condições de privacidade, num gabinete, os resultados serão transmitidos ali e a ocasião será aproveitada para fornecer informação adicional", explica ainda a bastonária Paula Martins.

Ataque a lar de veteranos de guerra deixou 4 mortos na Califórnia
O homem invadiu a Casa de Veteranos de Napa Valley com um rifle durante uma festa de despedida para funcionários. O local é a maior instituição do gênero nos Estados Unidos, com cerca de 1000 pacientes.

Em 2016, fizeram-se 468.301 testes de rastreio de VIH, 203.836 dos quais nas instituições hospitalares e 235.900 em entidades convencionadas.

O Infarmed tem 30 dias para definir e publicar as regras para a operacionalização desta medida.

No despacho hoje publicado, o Governo considera que a disponibilidade detestes rápidos em farmácias comunitárias é "ainda mais premente em zonas geográficas com maior prevalência" faz infeções por VIH ou hepatites e onde existam limitações ou constrangimento no acesso a estruturas de saúde.

Outros relatórios LazerEsportes

Discuta este artigo

SIGA O NOSSO JORNAL