Esquema lavou dinheiro usando bitcoin

Patrice Gainsbourg
Março 13, 2018

Foram quatro operações, segundo a Receita Federal, totalizando R$ 300 mil em moeda virtual. "As pessoas estão tentando sofisticar de alguma forma, talvez tentando voar abaixo do radar da Receita Federal, do Banco Central e do Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras]", afirmou Casemiro.

O Ministério Público Federal (MPF) encontrou indícios de fraudes no fornecimento de insumos alimentares para os presos, com duplicação de contratos para a compra de pão, por exemplo, segundo os investigadores. "A ideia era tentar receber dinheiro no exterior usando esse instrumento que não é regulado na maior parte dos países", afirmou. A empresa Induspan, de Felipe Paiva, foi inicialmente contratada para executar o projeto, mas o contrato foi rompido.

O ex-governador Cabral será denunciado mais uma vez. Para a força-tarefa da Lava-Jato, seriam operações de lavagem de dinheiro do esquema com ramificações na Seap.

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O esquema fazia uso de um projeto inicial que previa a profissionalização dos presos, no qual a Seap contratava uma organização sem fins lucrativos para gerir um projeto de padaria com objetivo de incentivar os presos que quisessem trabalhar. Os valores cobrados pelo pão chegaram a 50% acima do que era pago anteriormente pelo estado. Teriam sido desviados R$ 73 milhões por meio de fraudes e superfaturamento.

Como chefe do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), Marcelo Martins comanda diversas delegacias da Polícia Civil fluminense, incluindo a Divisão Anti-Sequestros (DAS), a Delegacia de Polícia Fazendária, a Delegacia de Homicídios da capital, a Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis, e outras 21 unidades. O sócio de César Rubens na Precisão é Marcos Lips, apontado como responsável pela entrega de dinheiro em espécie ao núcleo central da organização criminosa que operava no estado na gestão de Sérgio Cabral. Mas também poderia muito bem estar se referindo ao processo que começa esta manhã e deverá ter seguimento nos próximos dias e meses, com consequências imprevisíveis para personagens diversos da cena política do Rio.

A Operação Pão Nosso investiga desvios na Secretaria de Administração Penitenciária do Rio por meio de superfaturamento de contratos para o fornecimento de lanches em presídios.

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