Tillerson desconhece o motivo de sua demissão

Patrice Gainsbourg
Março 13, 2018

Também Mike Pompeo, agora secretário de Estado dos EUA, disse que métodos como os afogamentos simulados não podiam ser considerados tortura e que quem os aplicava na luta contra a Al-Qaeda deveria ser elogiado por ser "patriota".

A tão pouco tempo da mais relevante iniciativa diplomática em mais de um ano de mandato presidencial, Donald Trump tomou uma decisão altamente inesperada ao demitir Rex Tillerson de secretário de Estado norte-americano. O agora ex-secretário de Estado também desmentiu tais afirmações.

Em meio à polêmica, ele disse que caberia ao secretário de Defesa, James Mattis, e a Mike Pompeo - então diretor da CIA, que agora assumirá o cargo de secretário de Estado e será substituído na agência por Haspel - determinar o que poderia ser feito legalmente ou não. Um obrigado a Rex Tillerson pelo serviço prestado. "Parabéns a todos!", disse Trump no Twitter.

Momentos depois da revelação, Trump recorreu ao Twitter para confirmar esta decisão, agradecendo a Rex Tillerson pelo trabalho desenvolvido e garantindo que Mike Pompeo fará "um trabalho fantástico".

A nova diretora da CIA, Gina Haspel, já supervisionou torturas de suspeitos de terrorismo em uma prisão secreta dos Estados Unidos na Tailândia em 2002 - e depois destruiu fitas de vídeo com o registro dos interrogatórios. Pompeo, se confirmado, será a primeira pessoa a comandar a principal agência de inteligência e a ocupar o principal cargo da diplomacia americana.

Em outubro de 2017 Tillerson foi forçado a chamar uma coletiva de imprensa para negar relatos de que ele estava considerando deixar o cargo - no entanto ele acabou não respondendo sobre um boato de que ele teria chamado o presidente de "idiota" em uma reunião no Pentágono.

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As coisas estão se movendo rápido sobre isso, mas não há muito apoio político (para dizer o mínimo)", escreveu no Twitter.

A mudança foi anunciada em meio a um momento de grandes expectativas na política externa dos Estados Unidos, e Tillerson vinha preparando negociações e acercamentos com a Coreia do Norte. Pompeo costuma informar o presidente sobre assuntos de inteligência e é visto como uma das vozes mais críticas em relação à Coreia do Norte.

"Rex e eu (.) nos damos muito bem, mas divergimos em coisas", disse Trump a jornalistas.

"O secretário não falou com o presidente esta manhã e não tem conhecimento do motivo, mas ele está grato pela oportunidade de servir e ainda acredita piamente que o serviço público é uma vocação nobre e não se arrepende de nada", declarou. "O acordo com o Irã achei que era terrível, ele achou que estava bem".

"Desejamos o melhor para o secretário designado Pompeo", completou.

Tillerson estava em uma viagem oficial à África na semana passada onde, aparentemente, foi pego de surpresa pelo anúncio de Trump de que ele iria se encontrar com o líder coreano Kim Jong-un.

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