Estação Espacial chinesa vai colidir com a Terra "dentro de semanas"

Eloi Lecerf
Março 14, 2018

Em 2016, houve boatos de que a China não tinha mais o controle da estação espacial, que poderia estar em rota de colisão com a Terra a qualquer momento.

O ponto exato de colisão continua a ser igualmente desconhecido mas, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), a data para o acontecimento encontra-se cada vez mais próxima, estando prevista entre 27 de março e 9 de abril.

Suspeita-se que a nave espacial possa conter uma substância perigosa - hidrazina - que pode ser fatal em contacto com áreas muito povoadas.

"Na história dos voos espaciais, nunca nenhuma pessoa foi magoada por detritos espaciais em reentrada".

Por causa do sucedido, as agências espaciais estão já a testar novos modelos e equipamentos de rastreio, que incluem radares, lasers e telescópios óticos, com o propósito de nos próximos dias tentar prever mais concretamente quando e onde é que o módulo de 8,5 toneladas irá cair. "Só na semana final [do percurso descendente], mais ou menos, é que vamos conseguir começar a falar sobre isto com maior confiança", refere McDowell.

Instagram remove recurso após denúncia de gif racista
Um representante do Instagram deu a seguinte declaração: "Esse tipo de conteúdo não tem lugar no Instagram ". O Instagram não foi o único que removeu a ferramenta, e a medida foi acompanhada pelo concorrente Snapchat .

O Taingong-1 já serviu para várias missões, com ou sem tripulação, desde que foi lançado, em 2011. "Diria que uns quantos pedaços vão sobreviver à reentrada mas só saberemos onde é que vão cair depois dessa reentrada".

Esta não é a primeira vez que algo do género acontece. Como a agência chinesa perdeu contato com a Tiangong-1 em 2016, o local da queda não pode ser informado com tanta precisão.

Um caso semelhante ao que agora se antevê com a Tiangong-1 teve lugar em 1991, quando a Salyut 7, estação espacial da União Soviética com 20 toneladas, se despenhou contra a Terra, na altura ainda com a nave Cosmos 1686 acoplada a ela. Há chances de seus destroços atingirem solo brasileiro.

De forma a evitar danos físicos e químicos, um grupo de cientistas chineses está a considerar explodir a nave com raios laser antes de esta entrar na atmosfera terrestre.

Outros relatórios LazerEsportes

Discuta este artigo

SIGA O NOSSO JORNAL