Negrão comenta caso Barreiras Duarte como se este fosse arguido

Patrice Gainsbourg
Março 14, 2018

A universidade da Califórnia, em Berkeley, afirma que Feliciano Barreiras Duarte "nunca foi um investigador visitante [visiting scholar]" e que a carta por este apresentada "não prova o contrário" disso mesmo.

Luís Montenegro não desperdiçou a polémica sobre o currículo de Feliciano Barreiras Duarte, secretário-geral do PSD, para marcar posição tendo como fundo a hipótese de concorrer à liderança do partido em 2019. Questionado sobre se esta ausência fragiliza o deputado, Negrão respondeu negativamente, referindo a condição de "arguido".

No comunicado divulgado, e que não é assinado por si, Feliciano Barreiras Duarte refere que irá "esperar, serenamente e em silêncio absoluto, mas magoado, pelos resultados do inquérito da PGR", acrescentando que deseja "ver esta situação cabal e completamente esclarecida".

Negrão começou por desvalorizar a falta desta manhã, dizendo que os deputados por vezes estão ausentes por trabalho "partidário", mas acabou por revelar que a justificação dada pelo deputado foi de "natureza pessoal". Para Negrão, Barreiras Duarte "é um deputado como os outros, exerce as suas funções".

"Há um aspeto do seu currículo que estava a mais, não estava preciso, e ele corrigiu", reiterou. Duarte indicou que "está a concluir o doutoramento com uma tese sobre 'Políticas Públicas e Direito da Imigração' em parceria com a Universidade Pública de Berkeley, Califórnia, EUA, com o estatuto de visiting scholar".

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Ao DN, Feliciano não comenta a informação sobre a existência de um documento, alegadamente falso, sobre o seu estatuto em Berkeley, aparentemente negado pela professora (Deolinda Adão) cuja assinatura aparece no documento.

A Procuradoria-Geral da República remeteu para inquérito no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa os elementos que recolheu sobre o caso.

O comunicado diz ainda que se trata "de uma campanha cujo objetivo principal é a de atacar a direção do PSD e em particular o seu líder, Rui Rio". "É inequívoco que ele fez referência a um aspeto do seu currículo que não era preciso e corrigiu, é esta informação que eu tenho e ele deu essa informação à comunicação social", afirmou Rui Rio, questionado no final do Congresso do CDS-PP, realizado em Lamego, Viseu.

Depois de os jornalistas ali presentes terem feito notar que Feliciano Barreiras Duarte não foi constituído arguido, Negrão voltou atrás no que disse e corrigiu: "Não, no caso não é arguido, mas podendo eventualmente evoluir para aí.".

Rio disse que "nunca tinha entrado num tribunal criminal" quando tomou posse na Câmara Municipal do Porto em 8 de janeiro de 2002 mas, a partir daí, e até deixar o cargo, em 2013, teve de lá ir muitas vezes, bem como os seus vereadores na autarquia, sem que alguma vez tivesse sido acusado ou condenado por algum crime.

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