Pela quarta vez, Angela Merkel é reeleita chanceler da Alemanha

Patrice Gainsbourg
Março 14, 2018

No poder desde 2005, será a terceira vez em que ela, líder de um bloco conservador, governa em coalizão com o Partido Social-Democrata, de centro-esquerda. O apoio dos sociais-democratas aos conservadores faz assim com que a oposição na Alemanha seja liderada por um partido que pretende impedir a entrada de refugiados no país e que não tinha representação parlamentar há cerca de 50 anos. As negociações para formar uma coalizão foram as mais longas na Alemanha do pós-guerra. Depois do anúncio do número de votos, a chanceler foi aplaudida, mas não pelos membros do Partido Social-Democrata (SPD). O juramento aconteceu pouco depois de uma votação dos deputados, que lhe deram apoio passados seis meses de impasse, por uma maioria mais estreita do que se esperava.

Um encontro entre a chanceler alemã e seus parceiros na última segunda-feira foi realizado para assinar o acordo da nova "grande coalizão" de governo.

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Ele negou que haja criminalização da política e disse que nem todas as doações de empresas eram feitas em troca de algo. Para Jucá, apesar da condição agora de réu, não há motivo para ele deixar seu posto de líder do governo no Senado.

Em entrevista coletiva, Merkel apresentou um novo acordo de coalizão de governo ao lado dos líderes das outras duas legendas que integram a aliança, o seu novo ministro do Interior, Horst Seehofer (CSU), e o seu novo ministro das Finanças, Olaf Scholz (SPD). E eles admitiram que a atitude era politicamente necessária, não um "caso de amor". A reeleição de Merkel coloca fim a seis meses de bloqueio político na maior economia da União Europeia. Ela afirmou que iria viajar à Paris em breve para negociar com o presidente Emmanuel Macron sobre suas propostas de reforma para a zona do euro.

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