Professores são duramente reprimidos em protesto na Câmara Municipal — São Paulo

Patrice Gainsbourg
Março 14, 2018

Para quinta-feira também está prevista, na Câmara Municipal de São Paulo, uma audiência pública na qual os vereadores irão discutir um projeto de lei que prevê a elevação da contribuição previdenciária dos servidores de 11% para 14% e cria uma contribuição suplementar vinculada ao salário de cada profissional. O projeto de lei agora deve passar por mais duas comissões, para depois ser votado.

A votação foi marcada por protesto de professores, gestores e servidores públicos dentro e fora da Câmara e por forte opressão da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e da Polícia Militar, conforme relatam os participantes. Na parte de fora do prédio, no viaduto Jacareí, também houve confusão entre os professores e policiais. Por volta das 15h20 os trabalhos foram retomados, mas sem público e com as portas fechadas.

A greve dos professores da rede municipal de São Paulo atinge 93% das 1.550 escolas da administração direta, ou seja, que são administradas pela própria Prefeitura com o auxílio de funcionários públicos. Às 16h, os vereadores aprovaram a proposta de aumentar a alíquota na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

"Houve uma invasão, é preciso estar claro. A Prefeitura, a figura do prefeito, não justifica nem ampara nenhum tipo de invasão, mas condena a invasão", disse.

Luís Filipe Vieira diz que "acabou a paródia" e pede justiça "célere" e igual para todos
Fomos vítimas de visitas às nossas casas, tanto eu como mais algumas pessoas, que tenho alguma dificuldade em compreender... Até hoje nada sucede e nada sabemos. "As denúncias anónimas funcionaram para o Benfica com um aparato muito especial".

Das unidades de ensino, 46% aderiram à paralisação totalmente, 47% funcionam parcialmente e apenas 7% funcionam normalmente, de acordo com balanço fornecido pela própria Secretaria Municipal de Educação nesta terça-feira (13). Muitos estavam acampados desde a noite, acompanhando a tramitação do Projeto de Lei (PL 621/2016), que traz alterações na previdência dos servidores que vão dificultar o acesso à aposentadoria.

Para amanhã, foi convocada uma manifestação do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) e do Sindicato dos Professores e Funcionários do Ensino Municipal de São Paulo (Aprofem).

Segundo a Prefeitura, esse valor só aumenta, e é o principal argumento para o projeto de reforma da Previdência municipal. Como comparação, o total de investimentos foi de R$ 1,1 bilhão.

A Secretaria de Planejamento diz que, se tudo sair como o esperado, em 20 anos o buraco da Previdência desaparece - o que ajudaria a cidade a ter mais dinheiro para cuidar de outras áreas.

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