Deputados europeus pressionam UE a agir após morte de Marielle

Patrice Gainsbourg
Março 16, 2018

Em comunicado, a aliança Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde (GUE/NGL) expressou "indignação e tristeza" pela morte de Marielle, "uma defensora dos direitos humanos e dos direitos das mulheres e dos jovens".

Em sessão na sede do Parlamento Europeu em Estrasburgo, na França, vários eurodeputados ergueram cartazes com a frase "Marielle presente, hoje e sempre" em homenagem à política carioca, morta a tiros dentro de um carro na noite de quarta-feira na região central do Rio. O grupo ainda denunciou a "militarização da sociedade brasileira pelo governo ilegítimo de Michel Temer sob o pretexto de combater a insegurança".

A carta se encerra com um pedido para que a Comissão Europeia, poder Executivo da UE, "suspenda as negociações comerciais, de forma imediata", com o Mercosul, "exigindo do Brasil uma investigação independente, rápida e exaustiva que permita alcançar a verdade e a justiça".

Apesar de Urbán representar apenas o Podemos, e não o governo espanhol, seu duro discurso pode afetar a percepção pública sobre um já controverso acordo comercial entre União Europeia e Mercosul.

Tudo que você precisa saber sobre Cianorte e Internacional — Copa do Brasil
No segundo tempo , o capitão D'Alessandro deu a volta por cima, deixou o dele e fechou a vitória dos visitantes por 2 a 0. O jogo seguiu até os 47 e o Estádio Albino Turbay teve sua iluminação completamente recuperada durante o intervalo.

O documento, assinado pelo eurodeputado Miguel Urbán, foi enviado para a chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, e para a representação diplomática do Brasil no bloco.

"O assassinato de Marielle Franco tem a intenção de amedrontar os defensores dos direitos humanos assim como influenciar as campanhas eleitorais realizadas neste ano", diz a carta, obtida pela Folha. Na ocasião, ele afirmou que "foi assassinada uma ativista feminista dos direitos humanos num clima de violência política pré-eleitoral no Brasil".

Xavier Benito, também eurodeputado do Podemos e vice-presidente da delegação do Parlamento Europeu para as negociações com o Mercosul, disse que as políticas do atual governo brasileiro são "responsáveis pelo aumento das desigualdades e da violência no país". "Desde aqui [desejo] nossa solidariedade aos seus companheiros e companheiras e, sobretudo, a condenação desse parlamento europeu ao clima de violência no Brasil".

Outros relatórios LazerEsportes

Discuta este artigo

SIGA O NOSSO JORNAL