EUA anunciam novas sanções contra a Rússia

Patrice Gainsbourg
Março 16, 2018

Entre as entidades visadas pelas sanções conta-se a Agência de Pesquisa da Internet, com sede em São Petersburgo, uma entidade acusada de organizar uma campanha 'online' de desinformação com vista a influenciar os resultados eleitorais norte-americanos. O plano já havia sido assinado pelo presidente Donald Trump, mas ainda não tinha sido implementado.

As sanções visam, entre outros alvos, a denominada Agência de Investigação da Internet, estrutura russa que terá inundado as redes sociais norte-americanas com conteúdos políticos em 2016, e Yevgeniy Viktorovich Prigozhin, tido como um dos principais financiadores desta estratégia e próximo de Vladimir Putin. "Nós pretendemos impor sanções adicionais para responsabilizar autoridades e oligarcas russos por suas atividades, restringindo seu acesso ao sistema financeiro dos EUA".

As sanções implicam congelamento dos ativos das pessoas afetadas e a proibição de que as empresas americanas realizem transações com elas.

A medida vem em um momento em que os EUA se juntaram ao Reino Unido, à França e à Alemanha, hoje, contra a denúncia de Londres de que Moscou seria responsável por um ataque com susbstância química a um ex-espião russo em solo britânico.

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Glaze disse ao jornal The New York Times que cresceu numa família conservadora e que se sentiu "imediatamente incomodado". O episódio foi muito bem humorado e um candidato em particular se deu muito bem: Benjamin Glaze , de 19 anos.

Mas Mnuchin foi inequívoco ao dizer que a medida adotada pelo Tesouro nesta quinta-feira "confronta as atividades desestabilizadoras contínuas da Rússia, que vão da interferência na eleição de 2016 à realização de ataques cibernéticos destruidores".

"As novas sanções dos EUA foram anunciadas por Washington, por isso estávamos preparados", disse às agências locais Rabkov, que informou que Moscou já trabalha na resposta.

São ainda directamente visados pelas novas sanções seis oficiais superiores dos serviços de espionagem militar russo - o GRU -, incluindo o seu chefe, Igor Korobov, e três vice-directores. Segundo o Departamento do Tesouro americano, o governo russo tem feito ciberataques a entidades estatais e a diversos setores da infraestrutura americana desde, pelo menos, março de 2016.

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