Desembargadora afirma que Marielle estava "engajada com bandidos"

Eloi Lecerf
Março 18, 2018

A notícia da declaração da desembargadora, feita na última sexta-feira, repercutiu nas redes sociais, porque vai de encontro ao perfil conhecido da vereadora.

Contudo a postagem que mais chamou atenção em meio a tantas outras foi da desembargadora Marilia Castro Neves, do Rio de Janeiro, que escreveu nesta sexta (16) no Facebook que a vereadora Marielle Franco (PSOL), "estava engajada com bandidos". Marilia também disse acreditar que o comportamento da vereadora diante do seu engajamento político, foi determinante para que ela acabasse sendo assassinada.

"Ela, mais do que qualquer outra pessoa 'longe da favela' (sic) sabe como são cobradas as dívidas pelos grupos entre os quais ela transacionava".

"A questão é que a tal Marielle não era apenas uma 'lutadora', ela estava engajada com bandidos!".

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Segundo a desembargadora, ela teria sido executada por ter descumprido compromissos com o CV.

A magistrada conclui seu pensamento, afirmando que "qualquer outra coisa diversa é mimimi da esquerda tentando agregar valor a um cadáver tão comum quanto qualquer outro". Marielle foi morta com três tiros na cabeça e um no pescoço e sua morte repercutiu internacionalmente, tendo em vista que a vereadora era a 5ª mais votada do Rio de Janeiro e era ativista dos direitos humanos.

O partido também desmentiu outra história que circulou em redes de trocas de mensagem acusando Marielle de ter sido casada com o traficante Marcinho VP (Márcio Amaro de Oliveira) - que comandou a venda de drogas no morro Santa Marta, na zona sul do Rio, e acabou morto em 2003. As investigações já determinaram que a munição usada no crime pertence a um lote destinado à Polícia Federal de Brasília em 2006 e que foi roubado. "E ela também trabalhava, lutava, salvava vidas", afirma a desembargadora, em entrevista ao jornal. Balas do mesmo lote também foram usadas na chacina que deixou 17 mortos na Grande São Paulo, em 2015.

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