Ministério dá nova versão sobre munições — Caso Marielle

Patrice Gainsbourg
Março 20, 2018

O Ministério da Segurança Pública divulgou uma nota nesta segunda-feira (19) em que muda a informação dada pelo ministro Raul Jungmann sobre a munição usada no assassinato de Marielle Franco (PSOL).

Ainda de acordo com o ministério, a PF instaurou o inquérito policial na delegacia de Campina Grande (PB) para apurar um arrombamento a uma agência dos Correios de Serra Branca (PB) em 24 de julho de 2017.

Na nota desta segunda-feira, o ministério da Segurança afirmou que Jungmann "não associou diretamente o episódio da Paraíba com as cápsulas encontradas no local do crime que vitimou a vereadora e seu motorista".

Em nota, o ministério disse que as cápsulas calibre 9mm, oriundas de lote da Polícia Federal, foram encontradas em uma agência dos Correios da Paraíba após um assalto. O texto diz ainda que, ao citar o caso da Paraíba, Jungmann estava dando um "exemplo de munição extraviada".

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"O arrombamento foi seguido de explosão do cofre de onde foram subtraídos objetos e valores".

Na sexta-feira, o ministro da Segurança Pública também disse, em 2007, houve um desvios da munição na própria PF, por um escrivão (processado, preso e demitido). Balas do mesmo lote foram usadas em 2015 na maior chacina da história de São Paulo, que deixou 17 mortos em Oasco e Barueri.

Após o assassinato da vereadora do Psol, Marielle Franco, que se posicionara contra intervenção militar, no dia 14 de março na cidade do Rio de Janeiro, várias foram as especulações sobre sua morte e setores da direita golpista querem utilizar a sua morte para intensificar a repressão no Estado. "Explicou que a presença dessas cápsulas da PF no local pode ter origem em munição extraviada ou desviada e informou que há outros registros de munição da Polícia Federal encontradas em outras cenas de crime sob investigação", conclui o texto. Marielle foi atingida por quatro tiros na cabeça e Anderson foi baleado três vezes nas costas.

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