Nicolas Sarkozy detido por causa de financiamento da campanha de 2007

Patrice Gainsbourg
Março 20, 2018

Nicolas Sarzozy, antigo presidente da República francesa, foi detido esta terça-feira na sequência de alegado financiamento ilícito à sua campanha eleitoral de 2007. O jornal especula que os investigadores poderão ter obtido provas recentes que implicarão a detenção, hoje, do ex-Presidente francês.

Chefe de Estado entre 2007 e 2012, Sarkozy presta declarações pela primeira vez desde que o inquérito judicial foi aberto, em abril de 2013.

Um ex-colaborador do líder líbio que estava encarregue das relações com a França, Bechir Saleh, também assegurou ao "Le Monde" que Kadafi disse que "ele havia financiado Sarkozy".

Em novembro de 2016, durante aquelas primárias, surgiu uma das denúncias mais graves neste caso, com o depoimento do intermediário Ziad Takieddine - que afirmou ter transportado o equivalente a R$ 20 milhões em espécie de Trípoli, na Líbia, a Paris. Entregou o dinheito, diz, a Claude Guéant e depois a Nicolas Sarkozy, então ministro da Administração Interna.

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Deste total, R $ 1,6 bilhão referem-se a faturas não pagas entre 2016 e 2017 e o restante, dívidas de 2018. Temer disse ainda que o Ministério Extraordinário da Segurança deve receber um aporte de R $ 3 bilhões.

A justiça francesa recuperou a agenda do ministro do Petróleo de Kadhafi, Choukri Ghanem, que morreu em 2012 em circunstâncias pouco claras, onde os pagamentos de dinheiro a Sarkozy eram mencionados.

Um dos juízes que dirigiu esta investigação é o mesmo que o acusou no caso dos fundos para a campanha de 2012, em que Sarkozy não foi eleito, perdendo para François Hollande. "Acredito mais em Khadafi do que em Sarkozy". As autoridades investigam a denúncia de que sua vitoriosa campanha eleitoral de 2007 foi financiada pela Líbia - à época, governada pelo ditador Muammar Gaddafi, morto nos protestos violentos de 2011. Ainda quando presidente, Sarkozy classificou as suspeitas de "grotescas".

Durante o seu mandado, Sarkozy baixou os impostos dos ricos - medida que lhe valeu a alcunha de Presidente 'bling-bling' -, flexibilizou a legislação laboral para diluir as 35 horas semanais instituídas por um anterior Governo socialista - com o 'slogan' "trabalhar mais para ganhar mais" - e levou a cabo uma reforma do sistema de pensões para aumentar a idade da reforma dos 60 para os 62 anos até 2018.

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