China entra com queixa contra EUA na OMC

Judith Bessette
Abril 7, 2018

O presidente norte-americano Donald Trump, que está envolvido numa guerra comercial com a China, criticou hoje o funcionamento da Organização Mundial do Comércio (OMC) que acusou de ser "injusta" com os Estados Unidos.

Por sua vez, a medida das autoridades de Pequim foi também uma retaliação aos Estados Unidos por terem, no início da semana, imposto taxas aduaneiras, em igual valor. Segundo o assessor econômico de Trump, Washington pode entregar uma lista de sugestões à China para que ela evite as tarifas, com questões como o fim da transferência forçada de tecnologia e do roubo de propriedade intelectual.

- 4 de abril: poucas horas depois da publicação da lista, Pequim responde com sua própria versão, atingindo o mesmo montante anual: 50 bilhões de dólares.

Além disso, os Estados Unidos iniciaram no final de março um processo de consultas com a China na OMC para enfrentar suas supostas "práticas discriminatórias na hora de outorgar licenças tecnológicas".

Fachin pede para Cármen decidir quem deve ser o relator de liminar
Votaram à favor da concessão os ministros Gilmar Mendes , Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Melo e Celso de Mello. Após o recurso ser apresentado ao STF , o relator foi sorteado, recaindo a escolha sobre Edson Fachin .

"O Brasil e os Estados Unidos são os principais fornecedores da China, mas no momento em que a China deixa de adquirir produtos americanos isso pode causar um impacto do preço da soja no mercado brasileiro", explicou.

Este anúncio, mais um episódio da guerra comercial entre os dois países, surge como um contra-ataque à China, que declarou a imposição de taxas alfandegárias a produtos norte-americanos, num valor aproximado de 50 mil milhões de dólares (41 mil milhões de euros).

E surge já depois de o Governo chinês ter formalizado junto da Organização Mundial do Comércio uma queixa contra as taxas norte-americanas sobre as importações de produtos do colosso asiático. "A OMC é injusta para nós".

"Se os Estados Unidos persistirem no seu comportamento de unilateralismo e protecionismo comercial, ignorando a oposição chinesa e da comunidade internacional, a China vai continuar até o fim a qualquer preço e contra-atacará contundentemente", garantiu o Ministério do Comércio em comunicado.

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