Trump vê possibilidade de concessões comerciais pela China

Judith Bessette
Abril 9, 2018

Trump disse ainda que ele e o presidente chinês, Xi Jinping, sempre serão amigos, "não importa o que aconteça com nossa disputa comercial".

Alegando que a situação da fronteira está em crise, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (4) um decreto para enviar a Guarda Nacional para a divisa com o México.

Trump ordenou ao Escritório do Representante de Comércio Exterior dos EUA que "identifique os produtos para impor tais tarifas" de US$ 100 bilhões "à luz da injusta represália da China". "Os EUA estão perdendo US$ 500 bilhões por ano e vêm perdendo bilhões de dólares há décadas".

A perspectiva de uma guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo gerou uma elevada incerteza nos mercados, onde os investidores não conseguem discernir se as ameaças serão realidade.

Incêndio na Trump Tower deixa 1 morto e 4 feridos
A vítima, um homem de 67 anos, morreu pouco depois de ser levado a um hospital da cidade, segundo fontes do corpo de bombeiros. O departamento de bombeiros divulgou fotos na qual é possível ver as chamas saindo de quatro janelas do edifício.

Um aumento da carga fiscal sobre estes setores é especialmente sensível para a liderança chinesa, que quer transformar o país numa potência tecnológica.

A China advertiu, nesta sexta-feira (6), que vai "contra-atacar" contundentemente as medidas tarifárias dos Estados Unidos (EUA). Segundo o assessor econômico de Trump, Washington pode entregar uma lista de sugestões à China para que ela evite as tarifas, com questões como o fim da transferência forçada de tecnologia e do roubo de propriedade intelectual.

Estas tarifas, que se somam às sobretaxas sobre as importações de aço e alumínio, representam a medida mais dura que o governo de Washington impôs até agora a Pequim.

"A China pediu a abertura de consultas com os Estados Unidos, no quadro do mecanismo de regulamento de diferendos da OMC relativamente às taxas alfandegárias dos Estados Unidos que visam um conjunto de produtos chineses", referiu, em comunicado, a organização que regula o comércio mundial. Assim, cerca de 250 produtos norte-americanos, como soja, milho, carne, sumo de laranja, tabaco, automóveis ou certos tipos de aeronaves, entre outros, foram taxados pela China. A organização ainda não divulgou informações sobre esse pedido.

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