Após envenenamento, filha de ex-espião russo recebe alta de hospital

Patrice Gainsbourg
Abril 10, 2018

O antigo agente duplo e sua filha Yulia foram envenenados com um agente nervoso do tipo Novichok, de fabricação russa, e achados inconscientes perto de um shopping da cidade.

"Os três tinham sido expostos a uma substância química, um produto altamente tóxico cujo objetivo é impedir o funcionamento do sistema nervoso", afirmou Christine Blanshard, explicando que os sintomas do envenenamento são náuseas e alucinações. Yulia é cidadã russa, mas nem por isso foram permitidos os pedidos de contacto por parte das autoridades consulares russas por parte do Reino Unido.

"Embora esteja se recuperando mais devagar do que Yulia, esperamos que também possa deixar o hospital a seu tempo", diz o comunicado.

"Nosso trabalho no tratamento dos pacientes foi estabilizá-los, assegurar que os pacientes pudessem respirar e que o sangue pudesse seguir circulando".

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O secretário de Defesa dos Estados Unidos , James Mattis , também afirmou que "não descarta" ações militares contra a Síria . Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, organização que monitora o conflito, 14 pessoas morreram no ataque.

Após ter expulsado, a 17 de março, 23 diplomatas britânicos e encerrado o consulado britânico em São Petersburgo, bem como o British Council na Rússia, Moscovo exigiu no sábado a Londres que reduza os seus funcionários diplomáticos em mais de 50 pessoas para obter uma "paridade" das missões diplomáticas. Christine Blanshard admitiu que as últimas semanas "foram um grande teste para todos os funcionários". Após o ataque, os dois apresentaram um quadro considerado crítico durante um mês.

De seguida, vários países da União Europeia, assim como EUA e Canadá, também decidiram expulsar diplomatas russos em solidariedade com o Reino Unido.

A prima de Yulia, Victoria, afirmou nesta terça-feira que a russa tem a intenção de solicitar asilo político, possivelmente ao Reino Unido ou aos Estados Unidos.

Fonte do governo britânico disse à BBC que "o visto foi recusado porque a Rússia parece que quer utilizar Victoria [sobrinha de Skripal, que vive na Rússia] como um peão" e admitiu que por trás estiveram razões políticas, de acordo com a Lusa.

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