Facebook vai avisar se você teve informações pessoais roubadas

Patrice Gainsbourg
Abril 10, 2018

A Cambridge Analytica usou um dispositivo do próprio Facebook - já tirado do ar - para explorar os dados de 87 milhões de usuários da rede social. A rede social irá redirecionar seus usuários para ver quais aplicativos eles usam e quais informações pessoais foram compartilhadas por meio desses. Mas o mais afetado foi definitivamente os Estados Unidos, com 70 milhões de usuários com informações manipuladas. Apesar de as informações iniciais terem sido algo vagas, o ex-analista de dados da empresa revelou recentemente que o número de utilizadores afetados pode ser muito superior ao esperado.

A empresa em questão é a AggregateIQ, que pode ter se apropriado indevidamente de dados de usuários do Facebook. Ele criou um quiz on-line, chamado This is your digital life (Esta é sua vida digital), o qual exigia que as pessoas conectassem sua conta do Facebook para ser acessado. Para o depoimento no Congresso ele pretende mostrar novidades no Facebook, como controles de privacidade e o time de segurança de dados.

Uma porta-voz da Operação Faceblock, Laura Ullman, disse que o boicote enviará uma "mensagem poderosa" para a rede social que o grupo está preocupado com a privacidade dos dados.

China vai retirar as barreiras, afirma Trump
Segundo ele, o governo de Xi Jinping pôs em prática "contramedidas detalhadas" e as retaliações "não excluem nenhuma opção". O presidente não forneceu uma razão para a declaração ou disse se a China indicou que planejava abandonar suas tarifas.

O presidente a rede social já tinha dito, durante uma teleconferência na semana passada, que aceitou a culpa pelo vazamento de dado e que acreditava ser a melhor pessoa para seguir na liderança da empresa.

O escândalo cria dúvidas quanto à transparência e à proteção de dados dos usuários do Facebook. Os programas criados terão favorecido a campanha eleitoral de Donald Trump, nos EUA, eleições na Nigéria e no Quénia, e a decisão a favor da saída do Reino Unido da União Europeia.

A aplicação foi desenvolvida por Aleksandr Kogan, um estudante da Universidade de Cambridge, em colaboração com a Cambridge Analytica, e funcionaria apenas "para uso académico". O problema é que este app levava os resultados para uma empresa chamada Cambridge Analytica.

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