FBI faz busca e apreensão em escritório de advogado pessoal de Trump

Patrice Gainsbourg
Abril 10, 2018

O Federal Bureau of Investigation (FBI) invadiu os escritórios do advogado pessoal do presidente Donald Trump, Michael Cohen, em Manhattan, informou nesta segunda-feira (9) o "The New York Times".

Para fundamentar o mandado desta segunda, os procuradores de Nova York receberam informações do procurador especial Robert Mueller, também do FBI, responsável pelo inquérito sobre a interferência russa nas eleições de 2016.

Além de Mueller, Trump também criticou duramente o procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, por se recusar a investigar a Rússia; o FBI por não estar investigando Hillary Clinton; e o vice-procurador-geral Rod J. Rosenstein, que está supervisionando as investigações sobre as eleições de 2016.

Cohen admitiu ter pago US$ 130 mil (cerca de R$ 445 mil) à atriz para que ela não revelasse o encontro, durante a campanha do republicano à Presidência, em 2016.

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O secretário de Defesa dos Estados Unidos , James Mattis , também afirmou que "não descarta" ações militares contra a Síria . Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, organização que monitora o conflito, 14 pessoas morreram no ataque.

"Hoje, o Escritório do Procurador Geral dos EUA para o Distrito Sul de Nova York executou uma série de mandados de busca e apreendeu as comunicações privilegiadas entre meu cliente, Michael Cohen e seus clientes", disse Stephen Ryan, advogado de Cohen. Ao ser questionado sobre isso na última semana, Trump respondeu aos jornalistas: "Vocês terão de perguntar a Michael Cohen". Trump, porém, que na época já era casado com a primeira-dama Melania Trump, nega o affair e o acordo.

Segundo informou o jornal "The Washington Post", o advogado de Trump está sendo investigado por violação das leis de financiamento eleitoral e fraude bancária, crime este último que acarreta uma pena de até 30 anos de prisão.

Segundo Cohen, ele tirou o dinheiro do próprio bolso, sem nunca ter explicado exatamente para que usaria a quantia. Os dados obtidos envolvem o pagamento do advogado à atriz pornográfica Stormy Daniels, que está no centro de um escândalo pelo suposto silêncio comprado de um caso com o presidente em 2006. E o presidente tem continuamente negado qualquer acordo com os russos, considerando esta investigação uma "caça às bruxas". Em duas postagens, o presidente americano afirmou que o "privilégio advogado-cliente está morto" e chamou a operação de "caça às bruxas".

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