Síria e Rússia acusam Israel de ataque em aeroporto militar

Patrice Gainsbourg
Abril 10, 2018

O governo da Turquia afirmou que a Síria novamente ignorou os acordos internacionais de banimento de armas químicas. Um porta-voz da primeira-ministra britânica, Theresa May, disse que Moscou não deve tentar obstruir a investigação. "E é claro que a Rússia é um desses apoiadores", disse ela. Numa série de tweets, o presidente culpou Rússia, Irã e o presidente sírio Bashar al-Assad como os principais responsáveis. Desde 2013, ela se encontra sitiada por forças do governo de Assad. "Isto tem que ter a ver com a humanidade, não se pode permitir que ocorra", disse. "A Rússia poderia acabar com esse massacre sem sentido se quisesse, mas acordo com o regime de Assad e apoia sem qualquer hesitação", acusou Haley para quem "só um monstro" realiza ataques químicos.

Israel tem protagonizado ofensivas ao longo dos últimos meses.

A reunião, que inicialmente seria realizada mais cedo, será agregada um encontro solicitado pela Rússia sobre "as ameaças à paz no mundo", segundo fontes da ONU. Os EUA fizeram circular um projeto de resolução que pede a criação de um novo "mecanismo de investigação independente das Nações Unidas".

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, organização que monitora o conflito, 14 pessoas morreram no ataque.

Segundo Haley, os Estados Unidos estão decididos a "fazer o monstro que atacou com armas químicas um povoado sírio a prestar contas". Trump condenou o que classificou como um "odioso ataque a inocentes" sírios em Duma, no início de sua reunião de gabinete na Casa Branca.

Manifestantes seguram bandeira do Brasil na frente do comboio de Lula
O edifício, na capital do estado do Paraná, foi inaugurado em 2007 durante a gestão de Lula da Silva como presidente do Brasil. O Globo, por seu lado, dá conta de negociações entre a defesa do ex-chefe de Estado e as autoridades.

Alguns, como John McCain, senador republicano e um dos maiores críticos de Trump, dizem que as afirmações do Presidente sobre a retirada das tropas motivou Assad a avançar com a utilização de armas químicas.

Segundo informações do New York Times, o governo russo informou, em comunicado, que a base militar, conhecida como T4, foi atacada por dois aviões de guerra israelenses do modelo F-15 nesta segunda-feira. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, também afirmou que "não descarta" ações militares contra a Síria. Os rebeldes que permanecem em Duma acusam a Síria, mas o regime de Damasco e Moscou negam o uso de armas químicas.

Na noite do último sábado, 7, um ataque na cidade de Douma, a 10 km da capital Damasco, deixou pelo menos 70 mortos e mais de 500 feridos.

O ataque a Douma também está sendo investigado pela Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq).

Outros relatórios LazerEsportes

Discuta este artigo

SIGA O NOSSO JORNAL