Após protesto e confusão no MEC, estudantes ocupam prédio do FNDE

Patrice Gainsbourg
Abril 11, 2018

O Ministério sustenta que o orçamento global da UnB aumentou de R$ 1,667 bilhão em 2017 para R$ 1,731 bilhão em 2018 e afirma que, até o início de abril, a universidade recebeu 60% dos recursos previstos para este ano."Não procede a informação que a instituição pode fechar nos próximos meses por falta de recursos" diz a nota, intitulada "A verdade sobre a UnB" e que usa uma linguagem dura para rechaçar os protestos de hoje de servidores e estudantes. Com um corte de 45% determinado pelo governo no orçamento deste ano, a estimativa é de que o rombo nas contas supere os R$ 92 milhões. Com isso, o custo da refeição dos alunos praticamente triplicaria. A entidade também alega que, nos últimos três anos, o orçamento da UnB tem sido reduzido em 20%, em média. A PM bloqueou as entradas do ministério, mas o protesto agora toma uma das pistas da Esplanada.

A Polícia Militar cercou o prédio ocupado pelos estudantes. Neste momento, a direção do FNDE tenta encaminhar uma pauta única aos estudantes, mas ainda não há entendimento sobre isso. A polícia declarou que alguns manifestantes chegaram a danificar bens em alguns andares do prédio da FNDE.

Tentativa de resgate deixa 21 mortos em presídio do Pará
Ao todo, foram mortos um agente prisional, 15 presos e cinco criminosos que tentaram organizar a fuga dos detentos. Foram usados explosivos em um dos muros do Pavilhão C, além disso, os presos tinham armas dentro da penitenciária.

O ato desta terça-feira foi organizado pelo Diretório Central Estudantil (DCE), pelo Sindicato dos Técnicos da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub), a Federação de Sindicatos dos Trabalhadores em Universidades Brasileiras (Fasubra) e o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes). No ano passado, foi de R$ 136,6 milhões.

"A reitora não nos procurou, não procurou o ministro Mendonça, não procurou a mim, mas estamos abertos a continuidade do diálogo", disse o ministro. "Desde que seja diálogo e não agressividade, como vimos na manifestação".

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