Ex-governador Sérgio Cabral vai voltar ao Rio de Janeiro

Oceane Deschanel
Abril 11, 2018

Em janeiro, ao transferir o ex-governador para um presídio em Curitiba, Moro atendeu a pedido do Ministério Público Federal (MPF), ante constatação de supostas regalias ao ex-governador na unidade em que estava preso no Rio, como entrada de alimentos proibidos, uso de aquecedor elétrico, chaleira, sanduicheira, halteres, dinheiro além do limite permitido e colchões diferenciados das demais celas.

No julgamento desta terça, o relator das ações, ministro Gilmar Mendes, apontou que a defesa não teve oportunidade de se manifestar sobre as mudanças de presídio.

Já o ministro Edson Fachin discordou do relator.

FOCUS: Mercado financeiro reduz projeção da inflação de 3,54% para 3,53%
Para 2019, a estimativa para a inflação foi ajustada de 4,08% para 4,09%, abaixo do centro da meta (4,25%). Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic para o fim de 2018 e de 2019.

Pouco antes, os ministros também referendaram decisão do ano passado de Gilmar Mendes que suspendeu a transferência de Cabral para um presídio federal de segurança máxima em Campo Grande (MS). Ele inclusive propôs uma investigação sobre o juiz Sergio Moro e Caroline Vieira Figueiredo, do Rio, que determinaram a transferência.

"A transferência para o Paraná não faz sentido processual". Na época, Cabral fez comentários sobre a atividade empresarial da família do juiz Marcelo Bretas, responsável pelos processos da Lava Jato no Rio, durante uma audiência. Porém, por vezes, no trajeto entre o Rio de Janeiro e a casa de veraneio de Cabral no condomínio Portobello, em Mangaratiba, outros dois helicópteros eram usados simultaneamente para transportar amigos do casal, amigos e namoradas dos filhos, parentes e empregados domésticos. Para ele, "o endereço da instrução processual demanda a permanência do paciente no Rio de Janeiro, onde responde a ações penais em fase de instrução". Um dizia respeito à primeira decisão que determinou a transferência de Cabral. Ele foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.

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