"A Guerra Fria voltou" — António Guterres

Patrice Gainsbourg
Abril 14, 2018

"A Guerra Fria voltou", disse Guterres, na reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas pedida pela Rússia, para discussão das tensões em torno da Síria, depois de os Estados Unidos ameaçarem intervir militarmente, em resposta ao suposto ataque químico do passado sábado, atribuído ao regime sírio de Bashar al-Assad.

"Se houver impunidade, estaremos encorajando o contínuo uso de armas proibidas", disse o líder das Nações Unidas.

Mas a situação na Síria representa "a mais séria ameaça à paz e segurança internacionais", alertou o político.

Guterres insistiu na necessidade de as potências internacionais pactuarem no sentido de colocar em marcha um mecanismo que atribua responsabilidades pelo uso de armas químicas na Síria, e que existiu até novembro último, altura em que a Rússia o bloqueou. Além disso, ele convocou os membros do Conselho para superar suas diferenças e começar a agir de acordo com sua posição.

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A defesa pede ainda que esse novo recurso ao Supremo seja julgado pela Segunda Turma, formada por cinco ministros. Se isso ainda não funcionar, os advogados querem a concessão de um habeas corpus "de ofício" para Lula.

"O aumento das tensões e a incapacidade de encontrar um compromisso para estabelecer um mecanismo de investigação ameaçam levar a uma escalada militar total", disse ele em uma reunião do Conselho de Segurança convocada por Moscou.

"Eu apelo a todos os Estados membros para que exerçam contenção nestas circunstâncias perigosas e para evitar todos os atos que possam agravar a situação e agravar o sofrimento do povo sírio", refere António Guterres em comunicado citado pela AFP.

A Rússia, por outro lado, afirma que o incidente na localidade síria foi uma farsa e alega possuir "dados irrefutáveis" que confirmam a sua versão, como afirmou nesta sexta o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.

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