EUA, França e Reino Unido iniciam ataque contra a Síria

Patrice Gainsbourg
Abril 14, 2018

O ataque foi realizado em parceria com os Estados Unidos e a França.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos informou que três alvos foram atingidos no bombardeio conjunto com França e Reino Unido contra a Síria. "O recente ataque de Assad e a resposta de hoje são o resultado direto da falha da Rússia em manter essa promessa", afirmou Trump.

As forças aéreas e marinhas dos três países lançaram os primeiros ataques por volta das 21h de Washington (22h, no horário de Brasília), durante o pronunciamento do presidente americano Donald Trump na Casa Branca. O objetivo era simples: "impedir o regime de fazer novamente o uso de armas químicas".

Segundo o secretário da Defesa americano, James Mattis, o ataque foi único, "preciso" e limitado a alvos relacionados ao que seria o programa de armas químicas do regime de Assad.

"Não direi quando tivemos a prova". O embaixador russo sublinha mesmo que insultar o presidente da Rússia é "inaceitável e inadmissível" e que os Estados Unidos não têm o direito de culpar outros países.

Trump promete decisões importantes sobre a Síria em 24/48 horas
Trump condenou o que classificou como um "odioso ataque a inocentes" sírios em Duma, no início de sua reunião de gabinete na Casa Branca.

Trump vinha ameaçando há dias uma resposta ao ataque químico na cidade de Duma.

"A incapacidade para encontrar um compromisso sobre a definição de um mecanismo de investigação ameaça conduzir a uma escalada militar total", alertou, apelando aos membros do Conselho de Segurança para "agirem de maneira responsável nestas circunstâncias perigosas".

Fontes ligadas ao Ministério dos Negócios Estrangeiros sírio, citadas pela agênica de notícias oficial SANA, defendem que o ataque coordenado pelos EUA, Reino Unido e França foi uma "agressão bárbara e brutal", que não terá qualquer influência na luta do regime contra os rebeldes daquele país. "Talvez um dia nós estaremos juntos com a Rússia e até com o Irã, ou talvez não", declarou.

As tensões ficaram abaladas entre norte-americanos e russos após o dia do suposto ataque. A Rússia e o governo sírio são apontados como principais responsáveis pela morte de 42 civis. O Pentágono ainda não comentou as declarações da TV síria, de que pelo menos 13 misseis teriam sido interceptados em Homs, o que teria, segundo a estatal de televisão, frustrado o ataque.

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