Pentágono diz que ataque à Síria foi "preciso e eficiente"

Patrice Gainsbourg
Abril 16, 2018

Apesar de ter danificado severamente a infraestrutura de armas químicas com os ataques, McKenzie disse que o Pentágono não descarta que o governo Assad possa usar tais armas de novo. No sábado, o regime tomou o controle total de Douma.

De acordo com Trump, "a ação veio em resposta ao uso contínuo e ilegal de armas químicas pelo governo sírio, inclusivo no terrível ataque em Douma em 7 de abril". Com suporte dos aliados Rússia e do Irã, as forças armadas sírias devem voltar sua atenção ao restante do território detido pela oposição, nomeadamente no sul do país e na província de Idlib. A agência estatal síria Sana informou que o regime responde ao ataque aéreo com disparos de seus sistemas antiaéreos.

"Esta foi uma ação limitada e direcionada a atingir a capacidade de construir ou de difundir armas químicas. O que é preciso agora é evitar uma escalada de violência, mas o que a Síria fez [ataque com armas químicas] não podia ficar sem resposta", afirmou Rui Rio, em declarações aos jornalistas à margem da sessão de encerramento do 25.º Congresso da JSD, que decorreu na Póvoa de Varzim, distrito do Porto.

Pentágono diz que próximos passos na Síria dependem de decisão de Assad
Porém, os deputados consideram que Assad estava "de bom humor" e continuava o seu trabalho em Damasco. Segundo o secretário-geral da NATO, a ofensiva teve o apoio dos 29 países que integram a Aliança.

"A Rússia vetou seis vezes [no Conselho de Segurança da ONU] a condenação às ações de Assad", acusou o Departamento de Estado norte-americano, denunciando ainda as autoridades russas de não terem cumprido com a promessa em "serem o garante da remoção das armas químicas na Síria".

Donald Trump defendeu, neste domingo (15), em sua conta no Twitter, o uso da expressão "missão cumprida" para se referir aos ataques à Síria de sábado. Ele disse que acredita que aqueles armazéns, principalmente em áreas rurais, não sofreram grandes danos e que o programa foi apenas parcialmente desmontado porque Damasco não permitiu inspeções. McKenzie afirmou que 105 armas foram lançadas e acrescentou que até o momento não há conhecimento de que os ataques resultaram em qualquer vítima civil.

Peritos da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) tinham previsto iniciar hoje uma investigação sobre o alegado ataque com armas químicas.

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