Hipóteses para assassinato de Marielle estão 'afunilando', diz Jungmann

Judith Bessette
Abril 17, 2018

Ainda segundo a AI, se os responsáveis pelos assassinatos de Marielle e Anderson não forem encontrados, as autoridades vão "transmitir a mensagem de que se pode matar com impunidade" as pessoas que defendem os direitos humanos. Alexandre Pereira era colaborador de um deles, Marcello Siciliano.

O assassinato da vereadora do Rio Marielle Franco (PSOL) e seu motorista, Anderson Gomes, completa um mês nesta sexta-feira praticamente sem respostas.

Marielle Franco e o seu motorista foram mortos a tiro enquanto viajavam de carro pelas ruas do bairro Estácio, no centro do Rio de Janeiro, após a participação num debate público na noite de 14 de Março.

Rússia diz que missão da OPAQ precisa de autorização específica
Segundo o oficial sírio, os investigadores da OPAQ iriam iniciar o seu trabalho em Douma, perto da capital da Síria, no domingo. A versão dos Estados Unidos é de que a Rússia pode ter visitado o local do suposto ataque para manipular as evidências.

Quando Marielle saiu da casa e o carro onde estava deu partida, os dois carros trocaram sinais de alerta e a seguiram.

Segundo o mesmo jornal, Alexandre Pereira, 37 anos, estava a ser investigado pelo alegado envolvimento numa milícia. Porém, ainda segundo os agentes que atuam no caso, é possível confrontá-las com as de possíveis suspeitos apontados pela investigação. Eleita vereadora em 2016, ela seguiu sendo uma forte crítica da violência policial e das milícias em comunidades do Rio. Parte deles é do mesmo grupo político de Marielle e foram chamados para ajudar nas investigações, e outros são adversários políticos da vítima. Elas apontaram discrepâncias entre o que aconteceu e o que supunham os investigadores. A sua morte está a ser investigada, depois de terem sido recolhidos indícios que apontam para a existência de um crime com motivações políticas. Por sorte, o porteiro que estava no local não se feriu.

"A trajetória, os sonhos e as lutas da ativista, militante e vereadora Marielle Franco, brutalmente assassinada, justificam a presente proposição, tendo em vista que uma das bandeiras que mais organizavam a sua militância era exatamente a da defesa da cidadania, da integridade e das reivindicações das mulheres negras", explica o deputado.

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