Rússia diz que missão da OPAQ precisa de autorização específica

Patrice Gainsbourg
Abril 17, 2018

A Organização para a Proibição de Armas Químicas da ONU (OPAQ), reuniu de urgência para analisar o ataque químico na Síria, cidade holandesa da Haia. A reunião envolve o seu conselho executivo, que reúne 41 membros dos 192 países que integram a organização. "A Rússia e a Síria ainda não autorizaram o acesso a Douma", declarou a embaixada britânica em Haia através de um tweet, exortando a OPAQ a "pedir contas aos autores do ataque em Douma" para que o mundo não arrisque "mais usos bárbaros de armas químicas, na Síria ou noutros locais". Estas declarações do diplomata russo surgem depois de o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Riabkov, ter hoje atribuído à ONU a responsabilidade pelo atraso no acesso a Douma dos inspectores que devem investigar o alegado ataque químico ali ocorrido a 7 de Abril, que fez pelo menos 40 mortos e 500 feridos.

A versão dos Estados Unidos é de que a Rússia pode ter visitado o local do suposto ataque para manipular as evidências. Contudo, a Rússia nega as acusações e prometeu não interferir no trabalho da missão, oficialmente convidada por Damasco, que diz não ser responsável. Os ataques também foram denunciados pela embaixada russa em Haia, alegando que o objetivo era "minar a credibilidade" da missão da OPAQ.

Em contrapartida, as autoridades sírias propuseram à equipa de investigadores que chegou a Damasco no passado sábado que entrevistasse um total de 22 supostas testemunhas do alegado ataque químico por parte do regime do Presidente Bashar al-Assad.

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Segundo o oficial sírio, os investigadores da OPAQ iriam iniciar o seu trabalho em Douma, perto da capital da Síria, no domingo.

Em retaliação aos supostos ataques químicos ocorridos em Duma no início do mês, os Estados Unidos, França e Reino Unido lançaram 105 mísseis contra três alvos do programa de armamento químico na Síria na noite de sexta-feira (13).

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