Notas de Comey chegam ao Congresso norte-americano

Patrice Gainsbourg
Abril 23, 2018

O ex-diretor do FBI James Comey entregou ao Departamento de Justiça na última quinta-feira, 19, memorandos nos quais registrou conversas com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Trump demitiu Comey em maio de 2017, quando este comandava uma investigação da Polícia Federal dos EUA sobre alegações de interferência da Rússia na eleição presidencial de 2016 e um possível conluio entre a campanha de Trump e Moscou.

Em janeiro, durante um jantar privado, Trump afirmou a Comey, segundo estas notas, que Flynn teria "sérios problemas de julgamento", descrevendo-o, ainda assim, como um "bom rapaz".

Parcialmente editadas, as notas foram entregues ao Congresso americano esta quinta-feira e aludem às preocupações de Trump com um dossiê dos serviços de inteligência e à relação do Presidente com o então conselheiro de segurança nacional, Michael Flynn.

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O impasse começou há cerca de um mês, quando a Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Carne Fraca. A entidade, no entanto, não estimou de quanto será a queda de preços.

"Os memorandos de James Comey acabaram de sair e mostram claramente que não houve conluio e não houve obstrução". Num desses encontros, numa audiência privada na Sala Oval, o Presidente terá pedido ao então chefe do FBI que encerrasse uma investigação sobre Flynn. À época, Michael Flynn estava a ser ouvido sobre os contactos que manteve com o embaixador russo Sergey durante o período de transição, facto que acabaria por resultar (Flynn era acusado de enganar a Casa Branca quanto a este e outros polémicos contactos com russos) na demissão conselheiro, em fevereiro de 2017. O antigo diretor do FBI está em digressão para promover o seu novo livro, "A Higher Loyalty - Truth, Lies and Leadership" (Uma Lealdade Superior - Verdade, Mentiras e Liderança), publicado esta semana.

Não tardaria a reação de Donald Trump à entrega das notas ao Congresso. "Será que a caça às bruxas continuará?", escreveu Trump no Twitter.

Os legisladores que receberam os memorandos investigam possíveis negligências no comportamento do Departamento de Justiça e do FBI antes das eleições de 2016, sob o governo de Barack Obama.

Em um de seus tuítes de hoje, Trump desmentiu a informação que aparece nos memorandos de Comey, a quem catalogou de "mentiroso", e disse que o ex-agente "inventou totalmente muitas das coisas" que escreveu.

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