Condenação de Eduardo Azeredo é mantida pela Justiça de Minas

Judith Bessette
Abril 25, 2018

Segundo reportagem de Leandro Prazeres, do UOL, o político buscava a anulação da condenação de 20 anos e um mês pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, no mensalão tucano. Se for derrotado hoje, Azeredo pode ainda apresentar mais um recurso, os embargos declaratórios sobre a decisão a ser tomada pelos desembargadores.

O desembargador Júlio César Lorens, relator do recurso, votou por manter a sentença contra Azeredo. O esquema, segundo a acusação, utilizava as agências de publicidade de Marcos Valério Fernandes de Souza, que já cumpre pena por envolvimento no mensalão federal (julgado no Supremo Tribunal Federal em 2012 e que levou a antiga cúpula do PT à prisão). Condenado em segunda instância há oito meses, Azeredo aguarda o julgamento em liberdade e pode ser o primeiro tucano a ser preso. Eles alcançaram os 70 anos de idade antes da condenação, o que reduz os prazos de prescrição.

Apesar da rejeição dos recursos, Azeredo não será preso imediatamente. O ex-governador foi condenado por peculato e lavagem de dinheiro. O magistrado disse que o juiz tem que defender a Constituição quando a vontade popular for contra a Constituição. O voto final, do desembargador Eduardo Machado, foi por absolver o réu e acolher os embargos, com o entendimento que faltavam provas à condenação do tucano.

O ex-presidente nacional do PSDB, Eduardo Azeredo foi denunciado por crimes cometidos durante sua campanha de reeleição ao governo mineiro em 1998.

O processo de Azeredo teve início no STF (Supremo Tribunal Federal), já que ele ocupava o cargo de senador à época da denúncia. Para o advogado Modesto Castellar Guimarães, a denúncia não conseguiu demonstrar que Azeredo é culpado. O defensor pediu ainda que prevaleça o voto do desembargador Alexandre Victor de Carvalho, que votou no julgamento de segunda instância pela absolvição do tucano.

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Na segunda-feira (23), em parecer, o Ministério Público de Minas Gerais reafirmou posicionamento pela manutenção da sentença e pela prisão imediata de Azeredo após esgotados todos os recursos no TJ mineiro.

Todos os acusados no mensalão tucano negam participação no esquema.

Por sua vez, a defesa argumenta que o ex-governador não teve participação nesses patrocínios das estatais para eventos esportivos.

Primeiro a falar, o procurador de Justiça, Antônio de Padova afirmou que Azeredo foi o principal beneficiário e responsável pela liberação das verbas públicas desviadas.

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