Dólar fecha no maior patamar desde junho de 2016

Patrice Gainsbourg
Abril 26, 2018

A moeda dos EUA avançou 1,20% frente ao real, a R$ 3,4516. Até pouco tempo, o teto que o mercado trabalhava era de R$ 3,30.

Em cinco sessões seguidas de alta, o dólar acumulou ganho de 3,13% e, no mês, a valorização já chegou a 5,63% até agora. O estresse visto mais cedo, quando o dólar marcou as máximas intraday e os juros acompanharam, desapareceu dos preços do mercado de juros futuros neste fim de sessão.

O rendimento do Treasury de 10 anos dos Estados Unidos, títulos do governo norte-americano que serve de referência para os mercados, supera o nível de 3% e bate os maiores níveis desde janeiro de 2014, em meio a preocupações com a crescente oferta de títulos do governo e a aceleração da inflação.

O dólar comercial teve alta de 0,49%, para R$ 3,470.

O papel de 10 anos seguia acima da barreira psicológica de 3 por cento, com a possibilidade de inflação maior nos EUA diante dos preços de commodities em alta e atividade econômica forte, além de preocupações com emissões mais pesadas de títulos do país.

A recente alta se explica, segundo analistas, pela expectativa de que o aquecimento da economia dos EUA levará o Federal Reserve (Fed, banco central americano) a acelerar o ritmo de elevação de sua taxa de juros básica. Isso eleva o custo de captação de recursos para os investidores, fazendo com que eles cobrem mais do governo. Mas a verdade é que o dólar mudou de patamar, e isso começará a aparecer nos documentos do BC e nas pesquisas de mercado.

Médicos fazem transplante de pênis e escroto em militar ferido
DOADOR Todo o pênis, o escroto sem os testículos e parte da parede abdominal usados no transplante vieram de um doador falecido. O homem, que não teve o nome divulgado, deve receber alta nos próximos dias.

No cenário jurídico, os investidores também reagiram com temor às eventuais implicações da decisão do Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de retirar dos processos que estão nas mãos do juiz federal Sérgio Moro trechos de delações feitas por executivos da Odebrecht que implicam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ex-presidente, que lidera as pesquisa de intenção de voto, é considerado pelo mercado menos comprometido com o ajuste das contas públicas. O Banco Central (BC) rolou (renovou) normalmente os contratos de swap cambial, que funcionam como venda de dólares no mercado futuro, sem promover intervenções extras no câmbio.

Vale ON terminou o dia com alta de 1,71% e respondeu pelo segundo maior volume de negócios na B3, atrás apenas de Petrobras PN. O DI para janeiro de 2019 encerrou sessão regular a 6,25% ante 6,229% no ajuste de terça. As ações ordinárias tiveram baixa de 0,33%, para R$ 24,27.

A Eletropaulo caiu 0,94%, por R$ 30,49.

No setor financeiro, as ações do Itaú Unibanco recuaram 0,49%.

O dólar subia nesta quarta-feira e chegou a tocar o patamar de 3,50 reais pela primeira vez em quase dois anos, influenciado pelo cenário externo em meio a leituras de que o aperto monetário nos Estados Unidos pode ser mais firme do que o inicialmente previsto e afetar o fluxo de capital global. O Banco do Brasil avançou 1,31%, e as units -conjunto de ações- do Santander Brasil recuaram 3,06%.

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