PGR denuncia Blairo Maggi por corrupção

Oceane Deschanel
Mai 3, 2018

A Procuradoria-Geral da República denunciou, nesta quarta-feira, 2, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, por suposta participação, em 2009, quando era governador de Mato Grosso, em esquema de compra e venda de vagas no Tribunal de Contas do Estado (TCE/MT). Um dos beneficiados teria sido Sérgio Ricardo de Almeida, que atualmente está afastado do cargo de conselheiro por decisão liminar do ministro Luiz Fux. Em nota, o ministro Blairo Maggi negou as acusações e disse indignado pela denúncia. Outras pessoas já respondem ação penal relacionada ao caso na primeira instância da Justiça Federal.

"As investigações realizadas no âmbito de vários inquéritos, por meio de medidas cautelares e de depoimentos, inclusive decorrentes de colaboração premiada, não deixam dúvidas de que todo o dinheiro usado para o pagamento das vantagens indevidas saiu dos cofres públicos", diz a Procuradoria Geral da República, em nota oficial.

"O ministro Blairo Maggi deixa claro que causa profunda estranheza e indignação a denúncia oferecida pela Procuradoria Geral da República, uma vez que o mesmo fato já foi objeto de investigação em 2014 e arquivado a pedido da própria PGR".

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. Ele foi denunciado pela prática de corrupção ativa e por lavagem de dinheiro.

Grupo terrorista diz que "dissolveu suas estruturas"
O ministro do Interior da Espanha disse que o ETA "mentiu mais uma vez" ao divulgar sua dissolução e quer confundir a sociedade. No mês de abril, o ETA divulgou comunicado em que pedia desculpas às vítimas e às famílias da vítimas.

No documento enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), Raquel Dodge afirma que foram feitos pagamentos ao então conselheiro Alencar Soares Filho para que ele se aposentasse e deixasse o posto —que é vitalício. A medida foi efetivada em 2012 e permitiu a indicação do ex-deputado estadual Sérgio Ricardo de Almeida para a corte de contas. O objetivo era nomear o então secretário de Fazenda, Eder de Moraes, para o TCE. Por esse segundo acerto, de acordo com a denúncia, Alencar Soares recebeu R$ 4 milhões, dos quais R$ 2,5 milhões foram para devolver a quantia repassada anteriormente por Sérgio Ricardo. Como recompensa, o conselheiro teria recebido bônus de R$ 1,5 milhão.

Conforme o político, o inquérito relativo ao caso estava sob relatoria do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Tóffoli e foi arquivado pela 2ª turma, em razão de ausência de provas.

No pedido enviado ao STF, além da condenação pelo crime, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, requer a perda da função pública do ministro - que tem mandato de senador - e a reparação de dano patrimonial no valor de R$ 4 milhões.

Outros relatórios LazerEsportes

Discuta este artigo

SIGA O NOSSO JORNAL