Privatização dos Correios sai da pauta do governo

Judith Bessette
Mai 10, 2018

Os Correios registraram lucro de R$ 667 milhões em 2017 depois de 4 anos de prejuízos. A estatal apresentava resultados negativos desde 2013.

Em junho de 2016, sob a direção do então presidente Guilherme Campos, os Correios começaram um processo de transformação.

O presidente interino dos Correios, Carlos Fortner, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que a diretoria da empresa aprovou em fevereiro, em reunião sigilosa, proposta de fechamento de 513 agências e demissão de servidores. Fortner afirmou que a empresa se mantém focada em consolidar as iniciativas de recuperar o equilíbrio financeiro, otimizar a gestão e controlar despesas. Ele se refere à decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que instituiu mudanças na Postal Saúde, empresa criada em 2014 para gerir diretamente o convênio médico dos funcionários e dependentes. Com a decisão, caiu a provisão que a empresa fazia para o benefício.

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A decisão foi tomada com base o novo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que restringiu o foro privilegiado. Esse é o primeiro caso, de acordo com o STJ, em que a Corte aplica a restrição do foro.

No entanto, mesmo com o lucro, o governo continua empenhado na gestão da empresa. "Esse balanço (de 2017, que mostra volta ao lucro) e o apoio dessa casa nos permitiram tirar da pauta essa questão". A declaração foi dada durante uma audiência na Câmara dos Deputados. Isso reduziu as provisões que afetavam o balanço e permitiu o lucro contábil.

Em 2016, houve prejuízo de R$ 1,48 bilhões e, anteriormente, em 2015 o resultado negativo atingiu R$ 2,12 bilhões. Foi o melhor resultado dos últimos cinco anos.

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