"Banca não pode viver só de ativos intangíveis" — Paulo Macedo

Judith Bessette
Mai 11, 2018

O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, defendeu esta quarta-feira que o modelo de negócio da banca não está ameaçado pelas fintech, porque estas não incluem no seu modelo de negócio os depósitos.

O principal fator que justifica os lucros está ligado ao aumento da margem financeira, que em Portugal aumentou 6,1% (contudo, nas contas consolidadas, o indicador baixou 1%, devido a efeitos cambiais devido à desvalorização das moedas em Macau e Angola). "Após a conclusão com sucesso do 1.º ano do Plano Estratégico CGD 2020, a CGD inicia 2018 com um trimestre de clara progressão no seu caminho de rendibilidade, eficiência e qualidade de activos". Mas ainda assim, garante que a "Caixa é quem cobra as comissões mais baixas do mercado", referiu.

O banco reduziu, também, os custos de estrutura em 9,2% - foi possível cortar 30 milhões em custos totais. Uma redução que foi justificada principalmente por menores custos com o pessoal: passou de 218 para 215 milhões de euros.

A Caixa Geral de Depósitos indicou que o grupo reduziu em 250 o número de trabalhadores em Portugal no primeiro trimestre. Paulo Macedo pediu, contudo, que "a Caixa não deve ser discriminada negativamente".

Petróleo cai após saída dos EUA de acordo com Irã
O barril de "light sweet crude" (WTI) para entrega em junho perdeu US$ 1,67, a US$ 69,06, no New York Mercantile Exchange (Nymex). Esta segunda-feira foi a primeira vez desde novembro de 2014 que o petróleo dos EUA ultrapassou os 70 dólares por barril.

Ainda sobre este tema, Paulo Macedo considerou hoje que "não há a possibilidade de existir essa informação [dos maiores devedores] em termos públicos" a não ser que seja alterada a legislação, mas afirmou também que é necessário que as regras em Portugal sejam "as impostas e aplicadas em termos europeus".

Outra medida controversa é a possível introdução de uma bolsa de crédito para os devedores de créditos cujo spread é tão baixo que não faz chegar o juro total a zero, ficando em terreno negativo.

Os administradores do banco público aproveitaram, também, esta conferência de imprensa para anunciar que foi obtida uma autorização das entidades europeias que pode permitir que a Caixa possa poupar, "em breve", entre 17 milhões e 20 milhões de euros.

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