Cientista David Goodall morre a ouvir Beethoven

Patrice Gainsbourg
Mai 11, 2018

De acordo com o jornal The Independent, o cientista botânico e ecologista afirmou que "de certa forma estou ansioso por isso, como um fim" e que se arrependeu de ter vivido durante tanto tempo.

David escolheu partir ao som da 9.ª Sinfonia de Beethoven - o fim da Ode de Joy coincidiu com o último batimento cardíaco, cerca das 11h30 (hora de Lisboa).

O cientista australiano David Goodall, de 104 anos, morreu na manhã desta quinta-feira na Suíça depois de sair do seu país para uma clínica de suicídio assistido, conta o portal brasileiro G1.

A perda de independência motivou a decisão do cientista em viajar para Basileia, na Suíça, onde a eutanásia é legal, para acabar com a vida: "Não estou feliz".

Goodall não sofria de uma doença terminal, mas afirmou que sua qualidade de vida se deteriorou significativamente nos últimos anos e é por isso que ele queria morrer. Goodall faleceu ao lado dos netos e de um amigo.

Privatização dos Correios sai da pauta do governo
Em junho de 2016, sob a direção do então presidente Guilherme Campos, os Correios começaram um processo de transformação. Em 2016, houve prejuízo de R$ 1,48 bilhões e, anteriormente, em 2015 o resultado negativo atingiu R$ 2,12 bilhões.

O cientista doou o seu corpo à medicina e pediu para que não tivesse houvesse, nem qualquer tipo de cerimónia.

"Às 12h30 de hoje, o professor David Goodall, de 104 anos, morreu tranquilamente na Basileia por uma intervenção de Nembutal", um barbitúrico sintético normalmente utilizado como sedativo, escreveu em sua conta no Twitter o médico Philip Nitschke, fundador da Exit International.

O pesquisador fez desse momento da vida uma bandeira para lutar em favor de práticas de suicício assistido.

O suicídio assistido é ilegal na maioria dos países e é proibido na Austrália, ainda que o estado de Victoria se tenha tornado o primeiro a legalizar a prática, no ano passado.

Mas essa legislação, que entrará em vigor em junho de 2019, só se aplica a pacientes terminais de mente sadia e com uma expectativa de vida inferior a seis meses.

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