Inflação oficial sobe em abril e atinge 0,22%

Judith Bessette
Mai 11, 2018

O IBGE mostrou nesta quinta-feira que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril foi de 0,22%, ficando 0,13 ponto percentual acima do resultado de março (0,09%).

A inflação subjacente - excluindo preços dos combustíveis e bens alimentares - subiu 0,1% em termos mensais e 2,1% em termos anuais.

Já o grupo Alimentação e Bebidas subiu 0,09% no IPCA de abril, com impacto de 0,02 p.p. Os alimentos consumidos no domicílio aceleraram de março (-0,18%) para abril (0,27%) e a alimentação fora do domicílio registrou queda de 0,22%, frente a uma alta de 0,52% de março, informou o IBGE. O acumulado no ano foi de 0,92%, o menor nível para um mês de abril desde a implantação do Plano Real.

Transportes ficou estacionado: altas no conserto de automóvel (1,31%) e no preço da gasolina (0,26%) compensaram quedas do etanol (-2,73%) e das passagens aéreas (-2,67%).

"Banca não pode viver só de ativos intangíveis" — Paulo Macedo
A Caixa Geral de Depósitos indicou que o grupo reduziu em 250 o número de trabalhadores em Portugal no primeiro trimestre. Uma redução que foi justificada principalmente por menores custos com o pessoal: passou de 218 para 215 milhões de euros.

De acordo com o levantamento, a inflação de abril foi puxada principalmente pelos gastos com saúde e cuidados pessoais, que subiram 0,91%, e responderam por metade do IPCA no mês.

Dois itens do segmento de saúde pressionaram a inflação. O grupo Comunicação recuou 0,07%, com queda de 2,04% em aparelhos telefônicos.

Segundo o IBGE, a aceleração da inflação para o grupo de Habitação foi impulsionada pelos reajustes da energia elétrica em cinco das 13 regiões pesquisadas - Rio de Janeiro (3,94%), Campo Grande (9,69%), Porto Alegre (3,47%), Salvador (3,09%) e Fortaleza (3,34%).

O aumento dos preços dos combustíveis e alojamento ajudaram à subida do índice de preços no consumidor no mês passado, mas os custos com cuidados de saúde temperaram o aumento, que acabou por ser inferior ao esperado. Em carta ao Ministério da Fazenda, o BC disse que a meta não foi cumprida por causa da queda dos preços dos alimentos.

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