Produtor português vai processar Festival de Cinema de Cannes

Rebecca Barbier
Mai 11, 2018

O produtor português Paulo Branco interpôs uma ação judicial contra o festival francês para impedir a estreia mundial do filme em Cannes.

O cineasta britânico recebeu finalmente, quarta (9), a aguardada notícia: a Justiça francesa autorizou a exibição de seu filme "amaldiçoado" sobre Dom Quixote no Festival de Cannes.

"O pedido de proibição de Paulo Branco foi rejeitado pela Justiça", anunciou o festival no Twitter.

Resta agora saber se Gilliam está em condições de marcar presença na estreia do filme em Cannes, isto porque sofreu um derrame cerebral no fim de semana passado, potencialmente colocando em dúvida a sua participação no evento. Gilliam, que já está se recuperando em casa, depois da internação em um hospital de Londres, aparece na foto apontando para a imagem do filme, estampada em sua camiseta.

No filme, um projeto antigo de Terry Gilliam que sofreu vários percalços nos últimos anos, entram atores como Jonathan Pryce, Adam Driver, a atriz portuguesa Joana Ribeiro, Olga Kurylenko e Stellan Skarsgard, e a rodagem ocorreu em Portugal e em Espanha.

No comunicado do festival pode ler-se o seguinte: "A campanha de tentativa de intimidação orquestrada por Paulo Branco e seu filho advogado foi, portanto, infrutífera". Gilliam pediu a anulação do contrato de produção com a produtora Alfama Films, mas o português alega que em 2017 o Tribunal de Grande Instância de Paris declarou que aquele continua válido.

"Banca não pode viver só de ativos intangíveis" — Paulo Macedo
A Caixa Geral de Depósitos indicou que o grupo reduziu em 250 o número de trabalhadores em Portugal no primeiro trimestre. Uma redução que foi justificada principalmente por menores custos com o pessoal: passou de 218 para 215 milhões de euros.

"Trata-se de uma autorização excepcional", afirmou, qualificando a decisão de "vitória".

"Serão analisados os danos causados por esta projeção e Cannes será responsável desses danos", referiu, citado pela Lusa.

Também segundo o THR, uma decisão do festival sobre a exibição do filme deve acontecer ainda hoje, na parte da tarde.

A mensagem que deverá incluir é: "A projeção do filme The Man Who Killed Don Quixote nesta sessão de encerramento do Festival Internacional de Cinema não prejulga em nada os direitos reivindicados" pela Alfama, "que são alvo de processos judiciais em andamento".

Este episódio judicial prolonga um pouco mais a "maldição" que atinge há quase duas décadas o filme. Em 2000, Gilliam teve que interromper as filmagens de sua adaptação livre da famosa obra de Miguel de Cervantes, com Jean Rochefort, Johnny Depp e Vanessa Paradis, devido a uma série de infortúnios, desde inundações no set até uma hérnia de disco sofrida pelo já falecido ator francês.

Outros relatórios LazerEsportes

Discuta este artigo

SIGA O NOSSO JORNAL