PSD pede demissão do ministro da Saúde

Oceane Deschanel
Mai 11, 2018

O vice-presidente da bancada Adão Silva viu-se obrigado a esclarecer: afinal, o PSD "não pediu a demissão do ministro" mas apenas "sugeriu".

Foi uma manhã agitada no PSD depois de um deputado assumir no Parlamento que esperava a demissão do ministro da Saúde "aqui e agora" e de Rui Rio vir dizer que as "demissões dependem do primeiro-ministro" e que "não é o seu estilo" pedir a saída de ministros. Questionado sobre se o PSD não pode pedir a demissão de um ministro, Rio respondeu: "Pode, mas não é propriamente o meu estilo".

Porém, o líder do PSD não deixou de sublinhar que "o Governo tem efetivamente de fazer uma reflexão, quer o primeiro-ministro, quer o ministro da Saúde, e ver o que se pode fazer no quadro da gestão do Ministério da Saúde em Portugal porque uma coisa é clara: assim não pode continuar".

"O que nós sugerimos, vou repetir a palavra, sugerimos ao senhor ministro da Saúde é que (.) possa repensar a sua função, a sua presença no Governo".

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O deputado Ricardo Batista Leite lançou o repto durante um debate parlamentar, defendendo que "o ministro da Saúde já não existe" e que Mário Centeno, ministro das Finanças, "tomou de assalto" o Ministério da Saúde. Contactado pelo PÚBLICO e questionado sobre se foi dada a indicação por Adão Silva e se isso foi coordenado com o líder do partido, o deputado escusou-se a fazer comentários. "A conversão da sugestão em ideia imperativa não foi nossa, estamos absolutamente sincronizados com o líder do PSD, dr. Rui Rio", afirmou.

Tendo em conta a contradição entre as declarações de Rui Rio e a intervenção de Baptista Leite no Parlamento, o deputado social-democrata Adão Silva veio a terreiro tentar pôr um ponto final na polémica.

Nestas declarações aos jornalistas, Adalberto Campos Fernandes lembrou que, historicamente, os ministro da Saúde são sempre alvo de pedidos de demissão. Questionado sobre a iniciativa invulgar de um partido da oposição pedir a demissão de um ministro, o governante não poupou o porta-voz social-democrata: "Como reparou o senhor deputado estava em campanha". Já em declarações aos jornalistas presentes na Assembleia da República, o ministro perguntou: "acha que é para levar a sério as declarações de um deputado com estas características".

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