Operação Panatenaico investiga fraudes nas obras do BRT de Brasília

Patrice Gainsbourg
Mai 13, 2018

"O esquema criminoso investigado nesta 2ª fase da Operação Panatenaico é suspeito de ter realizado, como resultado de fraudes no processo licitatório das obras do BRT-SUL, o pagamento de vantagens financeiras indevidas a autoridades públicas", disse a PF em nota.

Os policiais federais estão cumprindo 15 mandados de buscas e apreensões, sendo 13 em endereços de Brasília, um em Ribeirão Preto (SP) e um na capital paulista. De acordo com os investigadores, a Operação pretende esclarecer a suposta atuação de um esquema de corrupção liderado por agentes públicos e construtoras que atuavam em obras públicas no DF.

A primeira fase da Panatenaico foi deflagrada em maio do ano passado e prendeu os ex-governadores do Distrito Federal, José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz, além do ex-vice-governador Tadeu Filippelli. Eles viraram réus em ações que investigam lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa na reforma do estádio Mané Garrincha.

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O nome da operação é uma referência ao Stadium Panatenaico, sede dos jogos panatenaicos, competições realizadas na Grécia Antiga que foram anteriores aos Jogos Olímpicos.

As obras custaram cerca de 900 milhões de reais (209,7 milhões de euros) e as autoridades estimam que havia um prémio de quase 25% que teria sido desviado para os gestores e empresários que executaram o projeto. Mas, após termos aditivos, o valor final alcançou R$ 1,5 bilhão, se tornando o estádio mais caro da Copa do Mundo de 2014.

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