Plenário do TSE vai analisar representante de Lula nos debates eleitorais

Patrice Gainsbourg
Mai 13, 2018

Em consequência, Folha de S.Paulo, UOL e SBT protocolaram pedido à juíza Carolina Lebbos para entrevistar o ex-presidente na sede da Polícia Federal.

Em representação ao tribunal, o PT argumentou que Lula também é pré-candidato à Presidência e não pode ser excluído dos eventos promovidos por entidades e veículos de imprensa e que a solução, visto que ele está preso em Curitiba desde o último dia 7 de abril, é a possibilidade de que a legenda tenha o poder de indicar uma outra pessoa para falar, em nome do petista, pela candidatura.

No pedido liminar, o PT quis que o TSE obrigasse UOL, Folha e SBT "a dar espaço a um representante da candidatura do ex-presidente Lula, (...) sob pena de declaração de ilegalidade de sua atividade e consequente cancelamento".

Lula defende Gleisi Hoffmann e reafirma que é candidato
O ex-presidente está preso desde o dia 7 de abril na superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba. Sei quanto você está sendo atacada .

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral Og Fernandes negou a concessão de uma liminar para permitir que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja representando em eventuais sabatinas de pré-candidatos realizadas por empresas de comunicação. Apesar da decisão, ele disse que vai levar o caso ao plenário do TSE, já que essa é uma situação que a Corte eleitoral nunca se manifestou.

Para o partido, as empresas desrespeitam a regra eleitoral, de tratamento isonômico aos candidatos, ao negar a participação do "líder na pesquisa de intenção de votos sob o argumento de que estaria indisponível para figurar nas entrevistas em decorrência de sua prisão".

De acordo com o ministro, embora as sabatinas tenham que ser pautadas pelo princípio da isonomia, não existe lei que garanta a participação de pré-candidatos se eles não puderem comparecer.

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