Dezasseis palestinianos mortos em Gaza por soldados israelitas

Patrice Gainsbourg
Mai 14, 2018

Forças israelenses, que tinham advertido a população com panfletos para que não se aproximassem da fronteira, jogaram gás lacrimogêneo contra os manifestantes para evitar que se aproximassem da cerca.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que seu país está "totalmente comprometido" em facilitar um "acordo de paz duradouro" no Oriente Médio.

"Hoje é o grande dia em que cruzaremos a cerca e diremos a Israel e ao mundo que não aceitaremos ser ocupados para sempre", disse Ali, professor de ciências em Gaza que não quis informar o sobrenome.

"Muitos podem ser martirizados hoje, muitos, mas o mundo ouvirá nossa mensagem".

Apesar das ameaças de países árabes, que prometem manifestação contrárias à mudança, o secretário de Estado, Mike Pompeo, e o conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton, disseram ter convicção que a paz será "mais fácil" depois do dia 15 de maio.

Outras grandes potências receiam que a medida dos Estados Unidos inflame protestos de palestinos na Cisjordânia, que Israel ocupou durante a Guerra dos Seis Dias de 1967.

Com isso, este é até o momento o segundo dia mais violento desde que os palestinos iniciaram uma onda semanal de protestos há sete semanas -no dia 30 de março, foram 23 mortos e mais de mil feridos. A facção controla a faixa de Gaza, que por isso é alvo de um bloqueio de Israel e do Egito.

MP notifica Globo sobre falta de representação racial em novela
A notificação, de teor recomendatório, aponta 14 exigências que devem ser cumpridas pela Rede Globo nos próximos dias. O MPT fez 14 recomendações gerais à emissora.

Vários palestinianos morreram e mais de 500 ficaram feridos em protestos junto à fronteira com Gaza contra a transferência da embaixada dos EUA de Telavive para Jerusalém.

Recorde-se que o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e a transferência da embaixada instalada até agora em Telavive foram anunciados por Donald Trump a 06 de dezembro. Em representação dos Estados Unidos vão estar a filha do Presidente norte-americano, Ivanka Trump, e o genro, Jared Kushner.

O premiê israelense Benjamin Netanyahu se disse emocionado com as várias comemorações no mesmo dia: "Que dia comovente para o povo de Israel e o Estado de Israel". "Ao contrário, é uma condição necessária para ele".

Os Estados Unidos abrem sua embaixada em Jerusalém nesta segunda-feira, um movimento favorável a Israel e que deixou os palestinos enfurecidos.

O 'timing' escolhido não é inocente: esta segunda-feira, 14 de maio, cumprem-se 70 anos desde que Israel se tornou independente e vai ser inaugurada a nova embaixada os EUA em Jerusalém.

Em um vídeo de cinco minutos com o título "Tel Aviv também é um território dos muçulmanos", o médico egípcio que assumiu a liderança da Al-Qaeda após a morte de seu fundador, Osama bin Laden, em 2011, chama a Autoridade Palestina de "vendedores da Palestina" e convoca seus adeptos a pegar em armas.

Outros relatórios LazerEsportes

Discuta este artigo

SIGA O NOSSO JORNAL