Independentista Quim Torra toma posse como presidente da Catalunha

Rebecca Barbier
Mai 14, 2018

O Parlamento da Catalunha elegeu Quim Torra como presidente do governo regional desta região espanhola, que poderá assim recuperar o estatuto de autonomia perdido em outubro de 2017 com a tentativa de independência liderada por Carles Puigdemont.

Com esta posição da CUP, Torra será escolhido na segunda-feira com maioria simples: 66 votos a favor (do Juntos pela Catalunha e Esquerda Republicana da Catalunha), 65 contra (dos Ciudadanos, PSC, Catalunya en Comú e Partido Popular) e quatro abstenções.

O ex-presidente catalão, Carles Puigdemont, aguarda na Alemanha a sua extradição para Espanha, onde é acusado de delitos de rebelião e peculato na organização de um referendo ilegal sobre a autodeterminação da Catalunha.

A intervenção pode voltar a ser aplicada se o novo governo catalão violar a lei em sua luta pela independência, advertiu o governo espanhol do primeiro-ministro Mariano Rajoy, que se mostrou cauteloso sobre a posse de Torra.

Apesar de defender o diálogo com Madri, Torra está alinhado com a estratégia do antecessor Puigdemont, partidário de manter a tensão com o Estado.

Nesta quinta-feira, o líder separatista defendeu que Quim Torra tem apoio suficiente no Parlamento catalão para ser eleito chefe de governo e acabar com meses de impasse político.

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Como o benefício é abrangente, o texto prevê que os tribunais podem organizar mutirões para atender às determinações do indulto. Em nenhum dos casos, porém, as mulheres podem ter sido punidas por falta grave nos últimos 12 meses de pena.

Nos próximos dias, ele deverá formar um governo nesta região de 7,5 milhões de habitantes, requisito para o fim da intervenção de Madri na autonomia catalã, decretada após a frustrada declaração de independência de 27 de outubro.

"Vamos apostar no entendimento e na concórdia, mas da mesma maneira que afirmo isto, garanto que a lei e a Constituição espanhola serão cumpridas", afirmou.

A abstenção dos quatro deputados do pequeno partido independentista de extrema-esquerda 'Candidatura de Unidade Popular' (CUP) foi essencial na eleição de Quim Torra, que assim conseguiu ganhar por maioria relativa, depois de ter falhado a primeira votação no sábado em que precisava da maioria absoluta dos 135 deputados regionais, como dá conta a agência Lusa.

Quim Torra anunciou que irá criar um "conselho de Estado no exílio" com o ex-presidente regional.

Torra foi escolhido por Puigdemont para sucedê-lo.

A líder da oposição, Inés Arrimadas do Cidadãos, o partido mais votado em 21-D, não está optimista e fez questão de deixar isso mesmo claro a Torra: "Não está consciente da responsabilidade que tem em mãos".

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