Moro determina abertura de inquérito contra Beto Richa

Patrice Gainsbourg
Mai 14, 2018

Deonilson foi chefe de gabinete do ex-governador Beto Richa (PSDB) durante a campanha de reeleição em 2014.

O juiz Sérgio Moro determinou que a Polícia Federal abra um inquérito contra o ex-governador do Paraná, Beto Richa.

Moro deu 30 dias para que PF e Ministério Público deem continuidade à investigação contra Beto Richa que tramitava no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em função do foro privilegiado que o então governador tucano dispunha.

O magistrado, que havia recebido no mês de abril cópias processuais enviadas pelo ministro do Supremo Tribunal da Justiça (STJ), Og Fernandes, decidiu, após análise minuciosa de todo o conjunto probatório dos autos, inclusive de reprodução das delações premiadas da construtora [VIDEO] Odebrecht, enquadrar como investigado o peessedebista Beto Richa.

O processo foi decretado como segredo de Justiça.

Moro afirma no despacho que "ainda no desdobramento das investigações, foi descoberta a existência, no Grupo Odebrecht, do assim denominado Setor de Operações Estruturadas, consistente em um departamento específico encarregado, na empresa, de realizar pagamentos não-contabilizados, entre eles de vantagem indevida a agentes públicos", segundo o G1.

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Valter Lana e Benedicto Júnior disseram que Richa recebeu pelo menos R$ 2,5 milhões como caixa dois para a campanha eleitoral de 2014 porque consideravam que se tratava de um político promissor, mas que não houve uma contrapartida específica.

A defesa do ex-governador afirmou, em nota, que aguarda decisão de 1 recurso contra a decisão que enviou a investigação para a 1ª Instância. Porém, há citações de colaborações financeiras também feitas ao tucano em 2008 e 2010.

"A defesa entende que, com o julgamento deste recurso, deverá ser reformada a decisão proferida, determinando a remessa para a Justiça Eleitoral, nos mesmos moldes de decisões de casos similares", diz a nota.

Segundo Benedito Júnior, a propina foi lançada internamente como despesas no projeto de duplicação da rodovia citada. A obra seria feita no noroeste do Paraná por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP).

Na quinta-feira (10/5), Moro determinou a abertura do inquérito. A Odebrecht venceu a licitação, mas o projeto nunca saiu do papel.

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