Donald Trump tenta evitar a ZTE de fechar as portas

Judith Bessette
Mai 16, 2018

Mas ao estender a mão a Pequim para solucionar o caso do gigante chinês de telecomunicações ZTE, alvo de sanções americanas, o presidente Donald Trump "talvez possa ter se comprometido em iniciar o que sem dúvidas será um longo processo".

Em abril, a ZTE, fabricante de smartphones chinesa, foi proibida de comprar qualquer componente de empresas norte-americanas por, supostamente, ter violado uma sanção comercial imposta ao Irã.

Com estas proibições e exigências, a companhia optou por fechar as portas, decretando na última semana o fim de suas atividades.

A ação tomada pelo Departamento de Comércio, embora severa é justificada: ela furou as sanções impostas a países como Irã e Coreia do Norte, tendo vendido milhares de dólares em software e hardware para ambos países, no que foi considerado crime de espionagem industrial: fornecimento de tecnologia norte-americana a países com sanções impostas.

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A emissora Al-Jazeera afirmou que um de seus repórteres ficou ferido enquanto cobria as manifestações. Em reação, Israel também expulsou temporariamente o cônsul turco, baseado em Jerusalém.

Trump em seu perfil no Twitter, disse "O presidente Xi, da China, e eu estamos trabalhando juntos para dar à imensa companhia chinesa de telefones ZTE uma maneira de voltar aos negócios rapidamente. Muitos empregos na China foram perdidos".

Por outro lado, também despertou suspeitas que as declarações de Trump coincidam com o início de um multimilionário projeto de uma empresa chinesa de construir um parque temático na Indonésia, que inclui um hotel da Organização Trump, empresa gerenciada atualmente pelos dois filhos do presidente, Eric e Donald Jr.

Tudo começou quando os EUA impuseram uma taxação de 25% e 10% sobre as importações de aço e alumínio respectivamente, mirando principalmente na China mas também estendida a outros países (União Europeia, Canadá, México e até o Brasil entraram na dança a princípio, porém as taxações desses países foram retiradas depois... temporariamente), com um foco mais concentrado no País do Meio posteriormente com uma tarifa de US$ 50 bilhões sobre mais de 1,3 mil produtos chineses, alegando violação de propriedade intelectual. O presidente americano disse que já alertou o Departamento de Comércio para que leve a medida adiante.

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