EUA bloqueia na ONU investigação independente por massacre em Gaza

Patrice Gainsbourg
Mai 16, 2018

Uma greve geral foi convocada em toda a Palestina nesta terça-feira após o registro do dia mais sangrento do conflito na faixa de Gaza em anos. Entre as vítimas, um bebê de oito meses, que morreu após inalar gás lacrimogênio na principal área do protesto, e sete menores de 18 anos, segundo informou o Ministério da Saúde em Gaza.

A emissora Al-Jazeera afirmou que um de seus repórteres ficou ferido enquanto cobria as manifestações.

A Rússia pediu hoje (15) que o chamado quarteto de mediadores - formado em 2002 e composto pela União Européia, Nações Unidas, Rússia e Estados Unidos, designado para promover a paz no Oriente Médio - evite ações que possam "inflamar" as tensões na região.

Na cerimônia de inauguração da embaixada, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, agradeceu Trump por "ter a coragem de manter suas promessas".

As autoridades israelenses mobilizaram milhares de soldados ao redor da Faixa de Gaza e na Cisjordânia pelo receio de novos distúrbios. Em reação, Israel também expulsou temporariamente o cônsul turco, baseado em Jerusalém. Os dois territórios estão separados pelo território israelense.

O governo da África do Sul retirou até 2ª ordem seu embaixador de Israel.

Preço médio da gasolina em Porto Alegre está acima do nacional
No entanto, o consumidor pode encontrar o litro da gasolina a valores que variam de R$ 4,16 a R$ 4,65, uma diferença de 11,78%. A alta da gasolina acompanha os reajustes feitos pela Petrobras em meio à escalada dos preços internacionais do petróleo.

"De acordo com as próprias declarações do Hamas e as informações que possuímos, o Hamas tenta realizar uma série de ataques terroristas, entre eles a infiltração em massa em Israel de vários pontos, que visa prejudicar os cidadãos de Israel e as forças de segurança", acrescentaram as forças israelitas na nota.

Do total de feridos, mais de 918 foram atingidos por munição real, cinco receberam tiros de balas de borracha, 98 sofreram ferimentos de estilhaços, 196 apresentam sinais de pancadas e contusões e mais de 700 foram atendidos por asfixia causada por inalação de gás lacrimogéneo.

Mas o governo dos Estados Unidos, aliado histórico de Israel e cujo presidente Donald Trump multiplicou os gestos favoráveis ao Estado hebreu, bloqueou na segunda-feira a aprovação de um comunicado do Conselho de Segurança que expressava "indignação e tristeza com as mortes de civis palestinos que exercem seu direito de manifestação pacífica".

Para Mladenov, a comunidade internacional deve agir para "prevenir a guerra" e resolver a dramática situação da população da Faixa. O movimento defende a reivindicação dos palestinos a retornar para as terras das quais fugiram ou foram expulsos com a criação de Israel em 1948.

As manifestações provaram ser uma distração bem-vinda para o Hamas, que encontraram um canal para reorientar a frustração contra o grupo terrorista em Gaza em forma de raiva contra Israel.

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