Gilmar Mendes solta suposto operador financeiro do MDB

Patrice Gainsbourg
Mai 16, 2018

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou ontem soltar o empresário Milton Lyra, apontado como operador do MDB.

Em sua decisão, Gilmar Mendes ressaltou que "os supostos crimes são graves, não apenas em abstrato, mas em concreto, tendo em vista as circunstâncias de sua execução".

Com isso Gilmar contraria Raquel Dodge, que na última sexta-feira pediu a manutenção da prisão preventiva de Lyra. "Teriam acontecido entre 2011 e 2016", o que não seria razão para a prisão.

Na opinião do advogado Pierpaolo Bottini, que representa o empresário, a decisão do ministro foi acertada e reconheceu que a prisão preventiva foi decretada sem os requisitos autorizadores para a medida cautelar, agora revogada. O lobista está proibido de manter contato com os demais investigados, por qualquer meio e não poderá deixar o País sem autorização judicial.

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Eles têm jogadores fortes e que te liquidam no um contra um, como Ney , Coutinho e Jesus, mais Paulinho, que chega ao ataque. Não tenho necessidade de mudar. "Eu quero ser campeão todos os anos, quero ganhar coisas coletivas todos os anos", declarou.

Apesar disso, o ministro do Supremo baixou pela primeira vez uma ação penal para a primeira instância. Estimo que sim. Espero que sim. Acho que não. A experiência indica que as instâncias ordinárias estão menos providas de recursos do que o Supremo Tribunal Federal. "É claro que nos sobreonera, nós paramos quatro meses do plenário para julgar", completou o ministro. Tão somente em meados do ano de 2017, um filho de Gilmar Mendes teria angariado mais de 40% de toda a sociedade relacionada à instituição de Gilmar Mendes por um valor considerado uma verdadeira "bagatela" de cerca de R$ 12 milhões.

Lopes é investigado pela prática de peculato, sob a suspeita de ter desviado dinheiro público entre janeiro de 2005 e dezembro de 2006, época em que era deputado estadual de Roraima. "Ante o exposto, declino da competência para a Comarca de Boa Vista/RR", decidiu Gilmar.

Segundo a força-tarefa da Lava-Jato, Lyra organizou junto aos doleiros Vinicius Claret, Claudio Barboza e Alessandro Laber um esquema responsável por distribuir mais de 10 milhões de dólares em propina.

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