PF prende doleiros que 'lavavam' dinheiro para megatraficante preso em MT

Oceane Deschanel
Mai 16, 2018

O condomínio Setvillage I, localizado na rua Olário De Oliveira França, vila Nasser, em Campo Grande, pela segunda vez recebeu a visita da Polícia Federal em operações, desta vez pai e filho que teriam ligação com Luiz Carlos Rocha, vulgo 'Cabeça branca', foram presos e encaminhados para a sede da Polícia Federal em Curitiba.

Ceará foi preso pela primeira vez em 17 de março de 2014, em Balneário Camboriú (SC), na primeira fase da Operação Lava Jato. Após a prisão do Cabeça Branca, eles mantinham um estilo de vida mais tranquilo.

O delegado da Polícia Federal responsável pela Operação Efeito Dominó, Roberto Biasoli, afirmou que dinheiro do narcotráfico teria sido entregue a políticos e agentes públicos corruptos investigados pela Operação Lava Jato.

"As investigações demonstram robustos indícios acerca do modus operandi da organização criminosa, consistente na convergência de interesses das atividades ilícitas dos 'clientes dos doleiros' investigados, pois de um lado havia a necessidade de disponibilidade de grande volume de reais em espécie para o pagamento de propinas e de outro, traficantes internacionais como Luiz Carlos da Rocha possuíam disponibilidade de recursos em moeda nacional e necessitavam de dólares para efetuar as transações internacionais com fornecedores de cocaína", informou a Polícia Federal.

Copiloto é parcialmente sugado por janela de avião
Incidentes em que vidros racham por causa de raios ou aves acontecem, mas é comum que para-brisas inteiros se partam. Em abril, uma passageira da Southwest Airlines foi parcialmente sugada depois que a janela se quebrou no ar.

Com a operação de hoje, a PF pretende reunir informações complementares da prática dos crimes de lavagem de dinheiro, contra o Sistema Financeiro Nacional, organização criminosa e associação para o tráfico internacional de entorpecentes. São realizados 26 mandados judiciais: cinco de prisão preventiva, três de prisão temporária e 18 de busca e apreensão em sete Estados (veja as cidades mais abaixo). No acordo feito na época, Ceará delatou os políticos Fernando Collor de Mello, Aécio Neves, Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues. O acordo foi homologado pelo STF (Supremo Tribunal Federal). A PGR e o STF serão comunicados sobre a prisão do réu para avaliação quanto à quebra do acordo firmado.

Os presos serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba onde permanecerão à disposição da Justiça Federal.

Dentro das estruturas investigadas neste caso, verificou-se a atuação concreta e direta de dois doleiros já conhecidos de operações anteriores da Polícia Federal. Também havia lavagem de dinheiro, segundo o delegado, por meio de fazendas e em nome de laranjas.

Preso novamente nesta-terça-feira pela PF, o doleiro Carlos Alexandre de Souza Rocha, o Ceará, delator da Lava Jato, atuava com o doleiro Alberto Youssef.

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