"Agressões em Alcochete? Graves e não podemos fazer de conta", avisa Marcelo

Patrice Gainsbourg
Mai 17, 2018

O Presidente disse ter-se sentido "vexado" com as agressões a jogadores e equipa técnica dos leões. "Acontecimentos graves que não podemos banalizar ou normalizar", disse.

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já se manifestou relativamente ao sucedido na última terça-feira, em Alcochete.

"Temos de ter a noção de que é fundamental para o próprio futebol, para o próprio desporto e para a própria sociedade portuguesa que se perceba que o clima criado ao longo dos tempos, que foi debatido no parlamento, foi objeto de chamadas de atenção do Governo e de responsáveis de toda a ordem, não pode nem deve continuar".

"Para mim uma coisa é óbvia: não podemos fazer de conta que o que é grave não é grave, que aquilo que não é normal é normal, fazer de conta que é um caso isolado e não é um clima - como há sempre nas actividades potencial ou alegadamente criminosas, sobretudo colectivas", sublinhou, numa referência clara tanto às declarações do presidente do Sporting, como ao suposto envolvimento de claques nestes episódios.

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Com estas proibições e exigências, a companhia optou por fechar as portas, decretando na última semana o fim de suas atividades. O presidente americano disse que já alertou o Departamento de Comércio para que leve a medida adiante.

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que em Portugal "não pode haver dois 'Portugais', um Portugal que é estado de direito democrático e o outro que vive à margem do estado de direito democrático". São más para o desporto português e para a sociedade.

"Isto foi há muitos séculos e, de repente, houve uma quase inexistência de relações, houve exceções no século XIX e começo do século XX e foi preciso há 50 anos restabelecer as relações [após a independência do país em 1964]", argumentou Marcelo Rebelo de Sousa. Porque Portugal é uma potência no Mundo, nomeadamente no futebol. As buscas e as agressões ocorridas no dia 15 de Maio na Academia de Alcochete fazem com que o Presidente da República veja a presença ao lado de Carvalho como "um incómodo" e algo que "não é do inteiro agrado" do chefe de Estado, indica o Jornal Económico. Temos de refletir e atuar quem deve atuar. Este é o momento de travar a escalada. "Se não for agora, quando tiver se ser travada será por meios mais drásticos e penosos".

"Escalada do problema pode destruir o futebol".

À noite, um grupo de adeptos fez uma vigília em Alvalade para apoiar os jogadores.

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