Fachin concede mais prazo para PF investigar Eunício e Maia

Judith Bessette
Mai 17, 2018

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (16) a abertura de um inquérito para apurar supostos pagamentos de propina do Grupo J&F, que controla a JBS, a parlamentares do MDB.

A investigação foi autorizada com base na delação do ex-senador pelo MDB e ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e do ex-executivo da JBS, Ricardo Saud.

"Com relação à abertura das investigações, como sabido, uma vez requerida a abertura de investigações pela Procuradoria-Geral da República, incumbe ao relator deferi-la, não lhe competindo qualquer aprofundamento sobre o mérito das suspeitas apontadas, exceto se, a toda evidência, revelarem-se inteiramente infundadas", decidiu Fachin.

São investigados no mesmo caso os senadores Romero Jucá (MDB-RR) e Renan Calheiros (MDB-AL), bem como o deputado Lúcio Vieira Lima (MDB-BA).

Em nota, o MDB afirmou que "repudia mais uma tentativa de criminalização da política".

Ainda conforme Saud, várias doações foram realizadas de forma oficial, mas "tratava-se de vantagem indevida, uma vez que dirigentes do PT estariam comprando o apoio de peemedebistas para as eleições de 2014 como forma de assegurar a aliança entre os partidos".

Semana de Museus começa edição local, nesta segunda-feira
Na tarde da quinta-feira (17), ocorre o projeto "Cajuína no Museu", desenvolvido pelos professores do Programa Educativo do MUP. A Semana Nacional dos Museus vem com o tema "Museus Hiperconectados: novas abordagens, novos públicos".

O objetivo, segundo o delator, seria "manter a unidade no PMDB, já que havia, à época, risco de ruptura, com a perspectiva de integrantes do partido passarem a apoiar formalmente a campanha de Aécio Neves à Presidência da República".

Henrique Eduardo Alves: teria recebido ilegalmente R$ 2,9 milhões.

Renan Calheiros: o senador é suspeito de ter recebido R$ 9,9 milhões por meio de notas fiscais frias emitidas para empresas de comunicação, empresas de pesquisa e doações oficiais.

Ao decidir pela abertura do inquérito, Fachin explicou que, no momento, não é possível dividir a investigação sobre as pessoas sem foro privilegiado porque houve "descrição de condutas materialmente imbricadas".

Para a PGR, as solicitações de vantagens indevidas, antes de serem efetivamente entregues, dependiam de negociatas entre o sócio da J&F Joesley Batista e o então ministro da Fazenda Guido Mantega. O ministro determinou ainda que o inquérito seja enviado à Polícia Federal, que terá 60 dias para realizar coleta de provas.

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