Jogadores acreditam que "terrorismo" em Alcochete foi "encomenda" de BC — Sporting

Patrice Gainsbourg
Mai 17, 2018

Na quarta-feira, o Presidente da República disse sentir-se "vexado" com os incidentes e questionado sobre se vai no domingo à final da Taça de Portugal, no Jamor, Marcelo respondeu apenas: "para já não quero dizer mais nada".

"Não posso aceitar que a segunda figura do Estado tenha sido mais taxativo e belicista, fazendo-me uma crítica violentíssima, não tendo a mínima noção do cargo que ocupa e da sua condição de sócio do Sporting Clube de Portugal".

Apesar de estarem abalados, segundo a imprensa portuguesa, os jogadores decidiram disputar a final, independentemente das medidas legais a tomar por cada um após as agressões de que foram alvo na terça-feira, na Academia de Alcochete.

"É uma situação atroz", lamentou o presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, garantindo que as medidas necessárias serão tomadas. Em primeiro, que o chefe de Estado "lhe está a imputar responsabilidades, (.) deixando instalar a dúvida".

"Um Homem jamais renega as suas crenças, os seus amores, a sua dignidade", escreveu o pai de Bruno de Carvalho no Facebook, a pretexto de ter mudado a foto de perfil, na qual surge com uma camisola alusiva ao clube do coração. "O que se passou na Academia do Sporting foi, para mim, um choque, agravado pela preocupação com o que estava a acontecer com aquelas pessoas, ao mesmo tempo que eu sofria um linchamento, o qual se estendia à minha família", revela a nota enviada pelo presidente do Sporting. O clube alviverde não vence a competição há 15 anos.

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Ainda segunda a defesa, o laudo "fez descabidas referências a recursos provenientes de contratos da Petrobras". No caso, o ex-presidente Lula é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Entretanto, o Sporting anunciou em comunicado que o Conselho Diretivo e a Comissão Executiva da SAD se reuniram esta quarta-feira para analisar os acontecimentos de ontem e, entre outras decisões, reiterar a condenação sobre o "crime horrendo", solidarizar-se com todas as vítimas e repudiar as insinuações sobre o envolvimento de Bruno de Carvalho no ato de terrorismo.

Durante a tarde de terça-feira, cerca de meia centena de indivíduos, de cara tapada, alegadamente adeptos 'leoninos', invadiram a Academia de Alcochete e, depois de terem percorrido os relvados, chegaram ao balneário da equipa principal, agredindo vários jogadores, entre os quais Bas Dost, Acuña, Rui Patrício, William Carvalho, Battaglia e Misic e outros membros da equipa técnica.

Na sequência do ataque, a GNR deteve 23 suspeitos, apreendeu cinco viaturas ligeiras, vários artigos relacionados com os crimes e recolheu depoimentos de 36 pessoas, entre jogadores, equipe técnica, funcionários e vigilantes ao serviço do clube.

Os detidos foram já identificados e ficaram a conhecer os factos que lhe são imputados no tribunal do Barreiro e vão começar esta quinta-feira a ser ouvidos por um juiz de instrução criminal.

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